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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Política, Eleições e contradições

Diálogo entre duas moças (universitárias) na hora de almoço, logo após uma propaganda  para governador no horário eleitoral da tevê:
- Acho que vou votar no fulano.
- É?
- Sim. Não tem outro. Ele vai ganhar mesmo. É melhor votar nele.
[A outra pessoa fez que sim com a cabeça.]


- Em quem nós temos que votar este ano? Senador, Governador, Deputado federal, Deputado estadual, ....acho que é só isso, né?
- É isso mesmo.
- Muita gente. Será que esqueci de mais alguém?
- Acho que não.
- Então é Senador, Governador, Deputado federal, Deputado estadual......Ih! PRESIDENTE! Tinha me esquecido do PRESIDENTE.....Então é Presidente, Senador, Governador, Deputado federal e Deputado estadual.. Acho que agora acabou. Qual será o dia das eleições?
- Acho que 3 de outubro.
- Ah, tá...
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Pode até parecer brincadeira, mas este é um retrato fiel da relação entre o nosso povo, independente da escolaridade, e a política brasileira. Estamos cercados de pessoas ora indiferentes com a política brasileira ora alienadas para com as funções que exercem os políticos profissionais.
Vejamos o caso do candidato "Tiririca" que está cotado para ser uma das maiores votações em São Paulo para deputado federal. "Tiririca", comediante brasileiro, faz uma pergunta ao telespectador durante o horário eleitoral:

- Você sabe o que faz um deputado federal?
Ele mesmo responde pelo telespectador:
- Na realidade eu não sei, mas vote em mim que eu te conto!

Muitas gargalhadas daqueles que se identificaram com a resposta, pois acredito que poucas pessoas sabem para que "serve" ou qual a função de um deputado, senador, governador e até do presidente da república.
No final, ele ainda solta esta pérola: "Vote em Tiririca, pior do que tá não fica."
Alguns até abertamente dizem que vão votar no candidato "Tiririca" por achá-lo o mais sincero de todos os candidatos.
Outros dizem quer é melhor votar num "palhaço", do que num político comum que promete mundos e fundos.  Digo de antemão que não tenho nada contra ele. Acho-o até engraçado e só.
Mas é bom refletirmos para qual lado estamos levando a "democracia" brasileira...O que estamos fazendo com nossas escolhas? Quais são os nossos ideais, nossas expectativas, nossos sonhos para um país melhor? Por que ainda nos vemos tão fora de órbita nas questões políticas e tudo que elas envolvem. Somo NÓS que pagamos os serviços públicos. Somos NÓS que votamos nesses candidatos. Somos NÓS que pagamos os salários destes senhores e senhoras. Também somos NÓS que reclamamos constantemente de nossa política. Somos NÓS que também devemos mudá-la. Os pessimistas podem até dizer: - Mudar para quê ou para quem? Não há ninguém livre das denúncias de corrupção. O cenário é caótico. Precisamos de ideias novas, projetos novos e consistentes, planejamentos, competência, ética, responsabilidade e etc. Precisamos de alguém que pense no povo não como um objeto para se barganhar medidas assistencialistas que não resolvem nada a longo prazo. Muitos são iludidos por bolsas daquilo e disso, políticas "populistas"...Resultado = Empresariado cada vez mais rico, pobres cada vez mais pobres. E tragam a Copa do Mundo, as olimpíadas, show de pop star. É, nosso amigo candidato disse que "pior do que tá não fica." Mas vai ficar se não abrirmos os olhos e percebermos a responsabilidade do que é o ato de se votar.




A PROPÓSITO:


Presidente - função:

O presidente da república é o chefe do poder executivo federal. 
A ele cabe coordenar a práticas das atividades administrativas do Estado Federal, fazer com que as leis e decisões judiciais sejam cumpridas. É o elo de ligação com os demais poderes do Estado (vale a observação de que o poder do Estado é uno e indivisível. Na verdade existe é a divisão das funções do poder estatal em legislativa, executiva e jurisdicional).


Governador - Função:
Governador é o cargo político que representa o poder executivo na esfera dos Estados e do Distrito Federal. É função do governador: a direção da administração estadual e a representação do Estado em suas relações jurídicas, políticas e administrativas, defendendo seus interesses junto à Presidência e buscando investimentos e obras federais. O governador do Distrito Federal, por ser um caso singular (município neutro), exerce certas funções que são cabíveis ao prefeito.

Senador - Função:
Senadores: cada Estado é representado por três senadores no congresso nacional. Compõem a outra câmara do congresso nacional (o Brasil adota o sistema bicameral). Logo, os senadores representam os Estados Federados e não o povo diretamente,como os deputados federais. Eles têm a responsabilidade de zelar pelos direitos constitucionais do povo, julgar o Presidente da República e analisar e votar projetos de lei, entre outras atividades.

Deputado federal - Função:
Compete ao deputado federal o ato de legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar, derrogar leis, leis complementares, emenda à Constituição federal e propor emenda para a constituição de um novo Congresso Constituinte (para confecção de nova Constituição).

Deputado Estadual - Função:
Compete aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar lei estaduais, tanto ordinárias como complementares, elaborar e emendar a Constituição estadual, julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador do Estado, criar Comissões Parlamentares de Inquérito, além de outras competências estabelecidas na Constituição Federal e na Constituição Estadual.



Fonte sobre as funções dos políticos: SOS Vip
Texto de minha autoria, ainda sem revisão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

No jornal: Escolha dos vices não leva em conta a História


Autor(es): Agencia o Globo/Gustavo Alves
O Globo - 01/07/2010
Nomes são indicados sem a lembrança de que, de Deodoro a Collor, oito presidentes tiveram de ser substituídos 

GETÚLIO VARGAS: ele se matou com um tiro




JÂNIO QUADROS: acabou renunciando



COSTA E SILVA: morreu no exercício do cargo


JOÃO GOULART: foi derrubado pelo regime
TANCREDO: morto, assumiu Sarney 



FERNANDO COLLOR: sofreu impeachment


A frase do humorista Ivan Lessa de que de 15 em 15 anos o Brasil esquece o que houve nos últimos 15 anos nunca parece tão acertada quando se pensa nos vices escolhidos pelos candidatos à Presidência este ano. Os nomes indicados por dois dos principais candidatos serviram para garantir alianças e mais tempo de TV, no caso de Indio da Costa e do peemedebista Michel Temer. Ou para se aproximar de empresários, como no caso de Guilherme Leal, presidente da Natura. Mas, entre os critérios que os levaram a ser escolhidos, não parece ter sido levada em conta a hipótese de que eles possam, um dia, assumir a Presidência . 

- É uma possibilidade que se tornou bastante frequente na História do Brasil - alerta a historiadora Isabel Lustosa, autora de "História de Presidentes da República", antes de enumerar os casos das sete vezes em que o vice assumiu, sem contar um em que ele foi impedido, durante o regime militar de 1964. 

Delfim Moreira assumiu 
com problemas mentais 

O primeiro deles foi o primeiro vice - Floriano Peixoto substituiu Deodoro da Fonseca, que renunciou depois de proclamar a República. Em 1909, foi a vez do campista Nilo Peçanha assumir no lugar de Afonso Pena, que morreu durante seu mandato, logo depois do filho, Álvaro. 

Caso mais grave foi o de Delfim Moreira: ele entrou no lugar de Rodrigues Alves antes mesmo de o político paulista assumir seu segundo mandato - ele morreu na epidemia de gripe espanhola que devastou o planeta durante a I Guerra Mundial. Assumiu, mas não governou, por causa de seus problemas mentais - a administração do Brasil em 1919, na prática, ficou a cargo de Afrânio de Melo Franco, ministro de Obras e Viação, no período chamado por historiadores de "regência republicana". 

Os vices não foram chamados a sair da sombra no restante da República Velha - que terminou quando foi assassinado o candidato a vice de Getúlio Vargas, João Pessoa, governador da Paraíba, crime que deflagrou a revolução de 1930. Foi o início do predomínio de Getúlio na política brasileira, que só terminaria em 1954, quando ele se matou - e assumiu o seu vice, Café Filho. Café foi escolhido vice de Getúlio também por um arranjo entre partidos: foi uma condição imposta por Adhemar de Barros para apoiar a volta do caudilho gaúcho à Presidência. 

O próximo vice a assumir foi João Goulart, que entrou no cargo com a renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Ele não havia sido eleito na mesma chapa de Jânio: a legislação eleitoral previa votações separadas para presidente e vice. Herdeiro de Getúlio, Jango era malvisto pelos conservadores e militares e, para tomar posse, teve de aceitar a mudança do regime de governo - o Brasil foi parlamentarista de 1962 a 1963. 

No ano seguinte, Jango foi deposto pelo golpe militar, e foi no regime de exceção que Pedro Aleixo entrou para a História como o vice que não entrou para a Presidência: com o afastamento de Costa e Silva por uma trombose em 1969, foi impedido de assumir pela junta militar que governou o Brasil até a posse do próximo general-presidente, Emílio Garrastazu Médici. 

O fim da ditadura foi outro episódio que demonstra a importância dos vices-presidentes: eleito, Tancredo Neves adoeceu, e José Sarney assumiu em seu lugar. O próximo presidente também não terminaria o mandato: Fernando Collor de Mello sofreu um processo de impeachment e foi substituído pelo vice, Itamar Franco. 

"Tempo de TV virou uma espécie de ditadura" 

Diante desta sequência de casos traumáticos em que os vices se tornaram os governantes, ainda assim José Serra (PSDB) terá como companheiro de chapa alguém que já foi chamado de despreparado para ser prefeito do Rio pelo seu próprio padrinho político, Cesar Maia. Dilma Rousseff (PT) escolheu um nome do PMDB, partido identificado com o fisiologismo e a corrupção. E Marina Silva (PV) optou por um empresário sem experiência política. 

Para Isabel Lustosa, no caso de Guilherme Leal, foi a necessidade de Marina de se aproximar do setor produtivo. No caso de Indio da Costa e Michel Temer, pesou o tempo de televisão que os candidatos a presidente queriam de seus partidos aliados, o DEM e o PMDB: 

- O tempo de TV virou uma espécie de ditadura - critica a historiadora.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Brasil, mostra a tua cara !"



Este ano terá o "pão e circo" para o povo e as eleições. E é um tal de fazer obras, inaugurar creches, pavimentar as ruas, distribuir bolsas básicas etc,etc...Triste o cenário político brasileiro do qual nós fazemos parte e contribuímos para que se perpetue a corrupção, votando nos mesmos políticos de sempre. Não, não somos alienados. O povo gosta de barganhar:
- "Aquele candidato(a) que me garantir um apoio para minha comunidade ou conseguir uma escola para meu filho, nesse eu irei votar."
E quantas vezes, nobre leitor, você já ouviu tal frase?
Vejamos os escândalos em Brasília, capital da República! Que tristeza as imagens de um governador recebendo propina. Escrevo isso, porque sei que vivo numa democracia (ou não?) e posso falar neste humilde blog o que penso. Me preocupo com o futuro de nosso país que parece ainda se subestimar.
Bem, puxei este assunto para falar do filme "Terra Estrangeira" que conta com atores do porte de Laura Cardoso, Fernanda Torres e Alexandre Borges. Excelente, no mínimo, é a atuação da incrível veterana Laura Cardoso. No início do filme, a personagem de Laura sofre um ataque do coração fulminante após saber do confisco da poupança em 1990, anunciado pela então ministra da fazenda, Zélia Cardoso. O filho da personagem de Laura, desorientado com o falecimento da mãe, sai em busca de novas aventuras em Portugal [ a terra estrangeira do título do filme]. O presidente, como vocês já devem imaginar, era o sr. Fernando Collor de Mello, que sofreu dois anos mais tarde, o processo de impeachment por corrupção. O mais incrível para não dizer estapafúrdio, é que este mesmo ex-presidente, é atual senador da República. Resta a todos nós, cidadãos, votarmos com mais consciência este ano e desejar um futuro melhor para nosso país.

.::Fotos::.
1. Cena do filme "Terra Estrangeira".
2. Imagem bacana retirada da Internet.

.::Sobre o Filme::.

Boa Pipoca !