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domingo, 23 de março de 2014

Marcha, Golpe Civil-Militar, Ditadura e Democracia.

HISTÓRIA DO BRASIL - CONTEMPORÂNEO

Queridos alunos, como vão?

Neste último sábado, nós tivemos uma marcha intitulada "Marcha da família com Deus pela liberdade" relembrando, em parte, a marcha de mesmo nome que antecedeu ao golpe civil-militar que instalou um regime ditatorial no nosso país por mais de 20 anos. Não foram muitos os manifestantes que participaram deste evento mais recente, mas alguns cartazes observados por mim nos jornais e na internet pediam o fim da corrupção no país e, também, o fim do comunismo (?) no Brasil. Alguns, ainda, desejavam a volta da ditadura militar ao nosso país. Será esta última reclamação a melhor solução para o nosso país? Quais são as diferenças entre um regime democrático de direito e um regime ditatorial? Você está lembrado? Logo abaixo, eu separei alguns links que contam a história do golpe civil-militar, o governo que antecedeu a este fato, o do presidente João Goulart, e sites que comentaram sobre esta nova marcha.

Links: 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

História do Meio Ambiente - A Gênese da Destruição

Matéria publicada em O GLOBO no dia 22/01/2011


A Gênese da Destruição
A turbulenta relação entre os brasileiros e as serras remonta à criação do país


Ana Lucia Azevedo

Atrágica história dos desastres naturais em terras brasileiras começa com o país. São Vicente, em São Paulo, a primeira povoação oficialmente criada na América portuguesa, teve o núcleo destruído por tempestades e ressacas em 1541. O padre José de Anchieta, ao escrever na mesma região em 1560, descreveu uma tempestade que “abalou as casas, arrebatou os telhados e derribou as matas”. Desde então, se sucedem os desastres gerados pela combinação de gente no lugar errado, montanhas e tempestades, destaca o historiador José Augusto Pádua, para quem a história tem muito a contribuir para a compreensão da relação entre o homem e a natureza. Relação que pode terminar em desgraça, como demonstrou a tragédia deste mês na Região Serrana do Rio.

— Temos uma longa trajetória de uso inadequado do solo. E uma visão da natureza sem enfoque histórico. As pessoas, e não só no Brasil, veem a natureza como um cenário. Mas a natureza é movimento. É transformação permanente — explica Pádua, um dos poucos especialistas brasileiros em história do meio ambiente e coordenador do Laboratório de História e Ecologia do Departamento de História da UFRJ.

Em busca de uma utopia possível

Pádua diz que a utopia possível é que vamos conseguir adaptar nossas necessidades ao mundo natural. Na era do aquecimento global, em que extremos tendem a se tornar mais regra do que exceção, esse aprendizado ganha urgência.

— É preciso conhecer a transformação da paisagem. Nos últimos dias houve muitos relatos de pessoas atingidas dizendo não se lembrarem de ter visto, em 70 anos, antes algo como as chuvas e desmoronamentos na Serra. Isso é muito tempo para uma vida humana. Mas não é nada para a natureza — diz Pádua.

Autoridades e meteorologistas discutem se as chuvas que devastaram a Serra entre 11 e 12 de janeiro foram as mais violentas da região. Para Pádua, a discussão é secundária. Pode ser que chuvas assim ocorram a cada 100 anos. Pode ser que não.

— O importante é se convencer de que elas podem voltar a ocorrer. Pode ser que tenham ocorrido outras vezes, mas que não tenham sido catastróficas porque ninguém morava lá. Se a história da ocupação das serras brasileiras, e não apenas a fluminense, ainda é incipiente, e está cheia de lacunas, a história natural é ainda mais desconhecida — afirma o historiador.

Exemplo disso é a visão equivocada sobre as florestas. Muita gente se chocou com o fato de encostas cobertas por florestas terem vindo abaixo na enxurrada.

— Muitos moradores pensaram que as encostas estariam defendidas pela presença de florestas. Realmente as florestas são a melhor proteção das encostas. No contexto atual, as propostas ruralistas de afrouxar o Código Florestal representam um tapa na cara da sociedade. Só que as florestas não existem no abstrato. Cada floresta tem sua história. Muitas das formações florestais da Serra são recentes e secundárias, estando bastante mexidas e fragmentadas. Se mesmo as florestas mais íntegras, dependendo do volume de água e do contexto geológico, podem não segurar um deslizamento, quanto mais as florestas secundárias. Conhecer a história de cada paisagem é fundamental para desenhar boas políticas de prevenção e reconstrução — explica o pesquisador da UFRJ.

O passado não registra nada da magnitude da catástrofe que matou centenas de pessoas em Nova Friburgo, Teresópolis e outros municípios serranos nas chuvas deste janeiro. Mas explica sua origem.

— Uma perspectiva ampla permite identificar que transformações na paisagem contribuíram para aumentar o desastre. E demarcar melhor que lugares devem ser considerados impróprios — observa o historiador.

Ele lembra que as enormes enchentes de 1987/88 na Serra Fluminense, ou no Rio de Janeiro em 1966/67, mataram bem menos gente do que a tragédia deste ano. Não porque estivéssemos mais bem preparados. Um fator decisivo é que a escala das populações e da ocupação dos espaços era muito menor.

— Havia menos gente em lugares que nunca deveriam ter sido ocupados. Os últimos 30 anos assistiram a um aumento populacional explosivo. Com as previsões de que chuvas extremas se tornarão mais frequentes, mais do que nunca é preciso repensar a ocupação, os limites de nossa sociedade de risco — frisa.

Nossa sociedade é paradoxalmente poderosa e vulnerável.

— O tamanho da população das cidades, a complexidade da infraestrutura e a dependência de fluxos intensos de matéria e energia, isto é, de água, de combustível, fazem com que nossa sociedade seja ao mesmo tempo muito poderosa, porém muito mais frágil — diz.

A história do Brasil nos traz muitos alertas.

— À medida que as cidades cresciam, com maior concentração de gente, como o Rio de Janeiro, onde se desmatava as encostas para agricultura, carvão ou moradia, as enchentes começaram a causar danos consideráveis e a ficar na memória coletiva. É o caso das “águas do monte” de 1811, quando parte do Morro do Castelo desmoronou. Ou da enchente de 1864, lembrada em 1889 por uma crônica de Machado de Assis. A partir do século XX a situação piorou muito — relata o historiador.

A questão das encostas já era alvo de críticas em 1821, quando José Bonifácio argumentou que a agricultura deveria ser feita nos vales, beneficiando-se da proteção dos morros florestados. O cultivo em encostas, motivado em grande parte pela facilidade de desmatar em favor da gravidade, era encarado por ele como uma combinação de ignorância, preguiça e má gestão. Em 1862, ao ver Petrópolis alagada pela chuva, o imperador D. Pedro II reclamou com o engenheiro do distrito que “pouco se fez do ano passado para cá” para enfrentar o problema.

E pouco continuou a se fazer, passados quase um século e meio desde a crítica do imperador. O plano original de Petrópolis, dos idos de 1840, não previa o desmatamento de encosta. Mas Pádua acredita que a região de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo permaneceu por muitos anos relativamente a salvo de catástrofes em virtude de sua baixa ocupação por muitos anos.

— Até meados do século XX a população dessas cidades estava na casa dos 30, 60 mil habitantes. Tudo isso mudou nas últimas décadas do século XX, quando a população começou a crescer muito depressa — diz Pádua.

Relação perigosa com o verde

O motivo seria o fenômeno socioeconômico que os historiadores chamam de Novo Rural, baseado em turismo, casas de campo, agricultura orgânica, criação de ovelhas, cavalos e produção de produtos finos. As pessoas subiram a Serra em busca do verde.

— Apesar dos muitos pontos de risco, a região se tornou cada vez mais atraente para os que queriam viver “mais perto da natureza”, ter maior contato com o verde. E pessoas pobres foram atraídas por essas novas oportunidades de emprego. Assim, casas ricas e pobres foram erguidas em lugares totalmente vulneráveis a desastres — salienta.

Para o historiador, só uma intensa presença do poder público no controle da ocupação, associada a formas inovadoras de manejo local, poderão indicar um caminho seguro para Região Serrana.

— A natureza não pede licença ao homem. Precisamos encontrar uma forma de nos adequar — conclui.

Jornal: O GLOBO          Autor: 
Editoria: Ciência         Tamanho: 1217 palavras
Edição: 1         Página: 34
Coluna:            Seção:
Caderno: Primeiro Caderno  
© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo

Fonte: Site da AARFFSA

sábado, 28 de agosto de 2010

No Jornal: Protótipo da Bandeira Nacional é roubado no Rio


O telhado da igreja danificado pela chuva: demora no tombamento de prédio do Iphan dificulta reforma. Foto de Domingos Peixoto / Agência O Globo


Igreja Positivista, onde estava a obra furtada, sofre com abandono desde que um temporal destruiu seu telhado, em março


Jacqueline Costa e Vivian Oswald

RIO e BRASÍLIA. O abandono da Igreja Positivista do Brasil foi provavelmente um dos motivos para o sumiço do seu maior tesouro: o protótipo da Bandeira Nacional, desenhado por Décio Vilares, em 1889. A relíquia foi levada da sede da igreja, também conhecida como Templo da Humanidade, na Rua Benjamim Constant 74, na Glória, como informouAncelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Na 9ª DP (Catete), onde o caso foi registrado em 4 de maio, o presidente da igreja, Danton Voltaire Pereira de Souza, contou que o crime aconteceu na madrugada do dia 27 de abril. Desde que seu telhado despencou numa sexta-feira 13, em março de 2009, após um forte temporal, o edifício, inspirado no Panteão de Paris, está de portas fechadas.

Plásticos para proteger da chuva 16 mil livros

Danton diz temer pela estrutura do prédio e pela biblioteca com 16 mil livros, que estão cobertos com plásticos, assim como a mobília. A umidade e os cupins, que ele denuncia desde 2005, e são uma ameaça adicional ao que sobrou das paredes e do acervo. Na terça-feira, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, solicitou à Fundação Biblioteca Nacional (BN) que estudasse uma forma de ajudar na conservação do prédio da igreja.

— Nós já entramos em contato com a Igreja Positivista do Brasil, oferecendo uma visita técnica de especialistas em restauração da Biblioteca Nacional, para verificarmos o estado do acervo da instituição e indicarmos ações para sua salvaguarda — disse ao GLOBO a diretora do Centro de Processos Técnicos da BN, Liana Amadeo.

Segundo ela, a instituição pode, após a vistoria, fazer um laudo que reforce as necessidades do prédio e ajudar a igreja a transferir todo o acervo do local (e auxiliar com a higienização das obras) para poder dar início a uma reforma. O problema é que a fundação só poderá ajudar com o acervo, e ainda não há um projeto de reforma em andamento. Danton Voltaire afirma que o custo das obras deve ser de cerca de R$2 milhões e que teria enviado ao Ministério da Cultura uma proposta de projeto há alguns meses.

Na próxima quinta-feira, Danton Voltaire será recebido pelo representante do ministro da Cultura no Rio para uma reunião. O prédio é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (Inepac) desde 1978. Em2008, a Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) encaminhou para Brasília o pedido de tombamento da construção. Se o processo já estivesse sido votado pelo Conselho Consultivo, o órgão federal poderia arcar com obras emergenciais que tirariam o imóvel da situação de risco em que se encontra.

No registro de ocorrência, consta ainda que a porta da sala de relíquias foi arrombada e que, além da bandeira, foram levadas cinco fotografias da Capela da Humanidade de Paris, que estariam penduradas nas paredes. Um amplificador de som com microfone sem fio também foi furtado. O delegado da 9ª DP, Alan Luxardo, disse que as investigações estão prosseguindo e que testemunhas estão sendo chamadas a depor.

Na doutrina positivista, não há um culto a um deus onipotente: a adoração é à humanidade. Por isso, nas laterais da nave, no lugar de imagens de santos, há bustos de filósofos, cientistas e artistas apontados como grandes nomes da História.

Jornal: O GLOBO Autor:  
Editoria: Rio Tamanho: 603 palavras
Edição: 1 Página: 26
Coluna:  Seção: 
Caderno: Primeiro Caderno   
© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo
Imagem/ matéria: O Globo

O AMOR POR PRINCÍPIO, E A ORDEM POR BASE; O PROGRESSO POR FIM./ Literatura & Rio de Janeiro

Disque-Denúncia: R$ 2 mil por informações de protótipo da Bandeira Nacional/JB Online  




Imagens: JB Online 
Literatura & Rio de Janeiro

sexta-feira, 23 de julho de 2010

No jornal: Escolha dos vices não leva em conta a História


Autor(es): Agencia o Globo/Gustavo Alves
O Globo - 01/07/2010
Nomes são indicados sem a lembrança de que, de Deodoro a Collor, oito presidentes tiveram de ser substituídos 

GETÚLIO VARGAS: ele se matou com um tiro




JÂNIO QUADROS: acabou renunciando



COSTA E SILVA: morreu no exercício do cargo


JOÃO GOULART: foi derrubado pelo regime
TANCREDO: morto, assumiu Sarney 



FERNANDO COLLOR: sofreu impeachment


A frase do humorista Ivan Lessa de que de 15 em 15 anos o Brasil esquece o que houve nos últimos 15 anos nunca parece tão acertada quando se pensa nos vices escolhidos pelos candidatos à Presidência este ano. Os nomes indicados por dois dos principais candidatos serviram para garantir alianças e mais tempo de TV, no caso de Indio da Costa e do peemedebista Michel Temer. Ou para se aproximar de empresários, como no caso de Guilherme Leal, presidente da Natura. Mas, entre os critérios que os levaram a ser escolhidos, não parece ter sido levada em conta a hipótese de que eles possam, um dia, assumir a Presidência . 

- É uma possibilidade que se tornou bastante frequente na História do Brasil - alerta a historiadora Isabel Lustosa, autora de "História de Presidentes da República", antes de enumerar os casos das sete vezes em que o vice assumiu, sem contar um em que ele foi impedido, durante o regime militar de 1964. 

Delfim Moreira assumiu 
com problemas mentais 

O primeiro deles foi o primeiro vice - Floriano Peixoto substituiu Deodoro da Fonseca, que renunciou depois de proclamar a República. Em 1909, foi a vez do campista Nilo Peçanha assumir no lugar de Afonso Pena, que morreu durante seu mandato, logo depois do filho, Álvaro. 

Caso mais grave foi o de Delfim Moreira: ele entrou no lugar de Rodrigues Alves antes mesmo de o político paulista assumir seu segundo mandato - ele morreu na epidemia de gripe espanhola que devastou o planeta durante a I Guerra Mundial. Assumiu, mas não governou, por causa de seus problemas mentais - a administração do Brasil em 1919, na prática, ficou a cargo de Afrânio de Melo Franco, ministro de Obras e Viação, no período chamado por historiadores de "regência republicana". 

Os vices não foram chamados a sair da sombra no restante da República Velha - que terminou quando foi assassinado o candidato a vice de Getúlio Vargas, João Pessoa, governador da Paraíba, crime que deflagrou a revolução de 1930. Foi o início do predomínio de Getúlio na política brasileira, que só terminaria em 1954, quando ele se matou - e assumiu o seu vice, Café Filho. Café foi escolhido vice de Getúlio também por um arranjo entre partidos: foi uma condição imposta por Adhemar de Barros para apoiar a volta do caudilho gaúcho à Presidência. 

O próximo vice a assumir foi João Goulart, que entrou no cargo com a renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Ele não havia sido eleito na mesma chapa de Jânio: a legislação eleitoral previa votações separadas para presidente e vice. Herdeiro de Getúlio, Jango era malvisto pelos conservadores e militares e, para tomar posse, teve de aceitar a mudança do regime de governo - o Brasil foi parlamentarista de 1962 a 1963. 

No ano seguinte, Jango foi deposto pelo golpe militar, e foi no regime de exceção que Pedro Aleixo entrou para a História como o vice que não entrou para a Presidência: com o afastamento de Costa e Silva por uma trombose em 1969, foi impedido de assumir pela junta militar que governou o Brasil até a posse do próximo general-presidente, Emílio Garrastazu Médici. 

O fim da ditadura foi outro episódio que demonstra a importância dos vices-presidentes: eleito, Tancredo Neves adoeceu, e José Sarney assumiu em seu lugar. O próximo presidente também não terminaria o mandato: Fernando Collor de Mello sofreu um processo de impeachment e foi substituído pelo vice, Itamar Franco. 

"Tempo de TV virou uma espécie de ditadura" 

Diante desta sequência de casos traumáticos em que os vices se tornaram os governantes, ainda assim José Serra (PSDB) terá como companheiro de chapa alguém que já foi chamado de despreparado para ser prefeito do Rio pelo seu próprio padrinho político, Cesar Maia. Dilma Rousseff (PT) escolheu um nome do PMDB, partido identificado com o fisiologismo e a corrupção. E Marina Silva (PV) optou por um empresário sem experiência política. 

Para Isabel Lustosa, no caso de Guilherme Leal, foi a necessidade de Marina de se aproximar do setor produtivo. No caso de Indio da Costa e Michel Temer, pesou o tempo de televisão que os candidatos a presidente queriam de seus partidos aliados, o DEM e o PMDB: 

- O tempo de TV virou uma espécie de ditadura - critica a historiadora.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Revista Super Interessante e os 19 mitos da História do Brasil

O texto a seguir ainda passará por revisão

A revista Superinsteressante da editora Abril, lançou em Junho de 2010, ed. 279, a matéria de capa: 19 mitos que você aprendeu sobre o Brasil - Santos Dumont não inventou o avião. A feijoada não veio da senzala. Saiba como uma nova geração de historiadores está reescrevendo tudo o que nos ensinaram na escola. Matéria esta assinada pelo historiador Leandro Narloch, autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. Confesso que eu ainda não li o referido livro, mas estou curiosa pelo trabalho deste historiador, depois que passei os olhos na matéria da revista. Mais interessante ainda foi a edição de Julho da SUPER, em que os leitores de opiniões diversas, comentaram o texto de Narloch. Fiquei feliz ao saber que as pessoas se interessam pela História do nosso país, mesmo em uma matéria que possa suscitar polêmicas tão grandes como as que: se Santos Dumont foi ou não o pai da aviação ou se o escultor de estilo barroco, Aleijadinho, realmente é o autor de mais de 400 obras que se encontram nas belas cidades históricas de Minas Gerais. 
Santos Dumont: com certeza um gênio

O Aleijadinho de Vila Rica: quadro de Henrique Bernadelli


Capa do Livro de Leandro Narloch
O que eu gostaria de ressaltar neste pequeno post é que, mais uma vez, o historiador não trabalha com "achismos". O profissional de História ( ainda que esta carreira não seja regularizada no nosso país - sem comentários !) trabalha com métodos específicos ao averiguar uma ou mais fontes históricas. Não faço aqui nenhuma referência a ninguém da matéria em si, visto que os pesquisadores mencionados na revista tiveram a coragem de expor suas ideias, ou melhor, suas pesquisas, mesmo que isso venha a desagradar a certos setores de nossa população, que pensam ainda que a História de uma nação seja reflexo da História dos grandes acontecimentos (leiam-se datas), dos grandes personagens; ou de um povo passivo - vítima dos grupos dominantes. Sem um patriotismo exagerado que denota  em parte suas ligações com o positivismo dos séculos XIX/XX e, também, sem as referências aos conteúdos de teor marxista; o que muitos dos historiadores desejam é uma História do Brasil viva, isto é, presente no cotidiano de nosso país, na nossa memória, na nossa cultura e no exercício de nossa cidadania- e sempre que possível, questionada e revisada por profissionais capacitados que se propõem a isso.
Na revista, vocês ainda encontrarão discussões em torno da Guerra do Paraguai, da relação entre a Inglaterra e o fim da escravidão no Brasil; a vida de alguns escravos alforriados e a imagem construída em cima da figura do bandeirante. 

Site da Revista Super Interessante: http://super.abril.com.br/
Sinopse e capa do livro Guia Politicamente....de Leandro Narloch: sinopse do livro
Sobre o Positivismo: Mundo dos Filósofos

Imagens:

Para saber mais: