domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ano da França no Brasil 2009

O Ministério da Cultura lançou nesta sexta-feira, dia 28 de março, o site do Ano da França no Brasil. Segundo o gerente de Intercâmbio e Projetos Especiais do MinC, Rodrigo Galletti, “a ação tem como principal objetivo divulgar as regras das inscrições dos projetos e fornecer informações à sociedade sobre os eventos que acontecerão em 2009″.

A iniciativa, denominada França.br, será realizada principalmente por meio de projetos propostos por franceses e brasileiros, que serão gerenciados e analisados pelo Comissariados da França e do Brasil. O prazo para envio dos projetos propostos no Brasil é até o dia 31 de julho de 2008. Após a aprovação pelos Comissariados brasileiro e francês, os projetos deverão compor um calendário de programação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Brasil, mostra a tua cara !"



Este ano terá o "pão e circo" para o povo e as eleições. E é um tal de fazer obras, inaugurar creches, pavimentar as ruas, distribuir bolsas básicas etc,etc...Triste o cenário político brasileiro do qual nós fazemos parte e contribuímos para que se perpetue a corrupção, votando nos mesmos políticos de sempre. Não, não somos alienados. O povo gosta de barganhar:
- "Aquele candidato(a) que me garantir um apoio para minha comunidade ou conseguir uma escola para meu filho, nesse eu irei votar."
E quantas vezes, nobre leitor, você já ouviu tal frase?
Vejamos os escândalos em Brasília, capital da República! Que tristeza as imagens de um governador recebendo propina. Escrevo isso, porque sei que vivo numa democracia (ou não?) e posso falar neste humilde blog o que penso. Me preocupo com o futuro de nosso país que parece ainda se subestimar.
Bem, puxei este assunto para falar do filme "Terra Estrangeira" que conta com atores do porte de Laura Cardoso, Fernanda Torres e Alexandre Borges. Excelente, no mínimo, é a atuação da incrível veterana Laura Cardoso. No início do filme, a personagem de Laura sofre um ataque do coração fulminante após saber do confisco da poupança em 1990, anunciado pela então ministra da fazenda, Zélia Cardoso. O filho da personagem de Laura, desorientado com o falecimento da mãe, sai em busca de novas aventuras em Portugal [ a terra estrangeira do título do filme]. O presidente, como vocês já devem imaginar, era o sr. Fernando Collor de Mello, que sofreu dois anos mais tarde, o processo de impeachment por corrupção. O mais incrível para não dizer estapafúrdio, é que este mesmo ex-presidente, é atual senador da República. Resta a todos nós, cidadãos, votarmos com mais consciência este ano e desejar um futuro melhor para nosso país.

.::Fotos::.
1. Cena do filme "Terra Estrangeira".
2. Imagem bacana retirada da Internet.

.::Sobre o Filme::.

Boa Pipoca !

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

2010: pare o ano que eu quero descer?




Queridos amigos do Jovens na História,

Confesso que fiquei ausente durante este período de férias, mas trago muitas novidades para nosso blog. Antes de mais nada gostaria de esclarecer o título deste post que é apenas uma indagação com relação a uma frase inteligente de um chargista do jornal O Globo. Afinal de contas, o ano de 2010 mal começou e com muitas enchentes no Brasil e no mundo, chegando a atingir cidades históricas, como São Luiz do Paraitinga em São Paulo, e até, nas redondezas de Macchu Pichu no Peru,fato este que me deixou aflita.

Mas, mais aflição ainda foi ver como o Haiti, ex-colônia espanhola e de forte influência francesa, posteriormente; foi brutalmente destruída por um terremoto. Ainda é comovente a situação deste país cujos habitantes disputam sacos de alimentos, garrafas de água e se revezam em barracas no meio da rua para dormir.

Impressionante como a primeira colônia latino-americana a ser tornar independente por uma revolta de escravos contra seus senhores, tenha sido levada ao esquecimento sendo considerada uma das nações mais pobres do mundo atualmente.O mundo hoje volta seus olhos para a ilha de São Domingos (Haiti) diante da tragédia, mas fica aqui nossas perguntas que não querem calar:
1. Por quê o Haiti não recebeu ajuda dos países ricos como, por exemplo, dos EUA, antes do desastre?
2. O presidente Lula chegou a comentar sobre uma bolsa para os haitianos, parecida com a bolsa família que equivale a alguns trocados para famílias pobres brasileiras. Quais são os verdadeiros interesses brasileiros na ajuda aos haitianos?
3. Com a terra devastada pela chuva e sem nenhuma expectativa de emprego, como o povo haitiano ficará em um país totalmente desestruturado? Será que os países ricos como a Espanha, a França e o próprio EUA, já pensaram numa maneira eficaz de ajudá-los; já que em épocas anteriores, esta mesma ilha foi explorada por eles?

.::Sugestão::.
-> Estude a História do Haiti e comente nossas perguntas. Fique à vontade !

Fica o nosso desejo de esperança para o Haiti.

Observações:
  • A primeira foto retrata uma praia paradisíaca no Haiti. Este é um universo da ilha que muitas das vezes não é retratado, e que com planejamento, poderia atrair investidores no setor turístico.
  • A segunda foto é do Washington Post, que retrata uma menina haitiana como símbolo de esperança para o país devastado.

.::.Como ajudar o Haiti ?.::.







Nome: Embaixada do Brasil no Haiti


Banco: Banco do Brasil


Agência:1606-3


Conta:91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28






segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Exercícios - Aula - Fontes Musicais

FONTES MUSICAIS NA SALA DE AULA PARA SE ESTUDAR A RESISTÊNCIA NA DITADURA MILITAR
ANÁLISES DE FONTES MUSICAIS:
“Alegria, Alegria” de Caetano Veloso.
Lançada em Caetano Veloso álbum de 1967, "Alegria, Alegria" foi a música que apresentou o movimento tropicalista ao Brasil, em apresentação ao vivo realizada no III Festival da TV Record, em 1967. "O aspecto do grupo de rapazes de cabelos muito longos portando guitarras maciças e coloridas representava de modo gritante tudo o que os nacionalistas da MPB mais odiavam e temiam", explica Caetano no livro Verdade Tropical.

Caminhando contra o vento/ Sem lenço e sem documento / No sol de quase dezembro
Eu vou.../ O sol se reparte em crimes/ Espaçonaves, guerrilhas/ Em cardinales bonitas
Eu vou... Em caras de presidentes/ Em grandes beijos de amor/ Em dentes, pernas, bandeiras/ Bomba e Brigitte Bardot.../O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/ Eu vou.../Por entre fotos e nomes/ Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos/ Eu vou/ Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento/ E eu nunca mais fui à escola/ Sem lenço e sem documento,
Eu vou.../Eu tomo uma coca-cola/ Ela pensa em casamento/ E uma canção me consola
Eu vou.../ Por entre fotos e nomes/ Sem livros e sem fuzil /Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil.../ Ela nem sabe até pensei / Em cantar na televisão/ O sol é tão bonito
Eu vou.../ Sem lenço, sem documento/ Nada no bolso ou nas mãos/ Eu quero seguir vivendo, amor/ Eu vou.../ Por que não, por que não...x4..


Pra não dizer que não falei das flores “de Geraldo Vandré
Em 1968, Geraldo Vandré participou do III Festival Internacional da Canção com "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores" ou "Caminhando".
A composição era um hino de resistência contra o governo militar. O refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. O sucesso acabou em segundo lugar no festival, perdendo para "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim

Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Somos todos iguais/ Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas/ Campos, construções/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber /Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)/ Pelos campos há fome /Em grandes plantações/ Pelas ruas marchando/ Indecisos cordões/ Ainda fazem da flor /Seu mais forte refrão/ E acreditam nas flores/ Vencendo o canhão.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer...(2x)/ Há soldados armados/ Amados ou não/ Quase todos perdidos/ De armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam/ Uma antiga lição: De morrer pela pátria/ E viver sem razão.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer...(2x)/ Nas escolas, nas ruas/ Campos, construções /Somos todos soldados/ Armados ou não/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Somos todos iguais/ Braços dados ou não.../Os amores na mente/ As flores no chão/ A certeza na frente/ A história na mão/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Aprendendo e ensinando/ Uma nova lição.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber /Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer...(4x)

AVALIAÇÃO
:
1) Analisando as fontes musicais:
a) Fazer uma ficha técnica de cada canção [Compositor/ Ano/ Gênero/ Contexto histórico]
b) Escolher um trecho de cada canção que exemplifique uma forma de oposição ao regime político implementado na época. Justifique sua resposta.
2) Pesquise em livros ou na Internet sobre o que foi o Movimento Tropicalista, seus principais representantes e as críticas que o mesmo sofreu. Em seguida, recorte e cole imagens de tal movimento em uma folha de papel almaço.
ATENÇÃO: OS EXERCÍCIOS 1 E 2 SÃO PARA SEREM REPONDIDOS NUMA FOLHA DE PAPEL ALMAÇO E ENTREGUES NA PRÓXIMA AULA. NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR SEU NOME !
Escute as músicas !
Caetano Veloso -Alegria, Alegria - Festival da Canção - 1967




Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores - 1968 - Imagens da época



Uso das Fontes Históricas em sala de aula - Análise de Fontes Musicais



A professora Circe Bittencourt[1] demonstra que o uso de documentos ou fontes históricas nas aulas de história justifica-se pelas contribuições que pode oferecer para o desenvolvimento do pensamento histórico. Uma delas é facilitar a compreensão do processo de produção do conhecimento histórico pelo entendimento de que os vestígios do passado se encontram em diferentes lugares, fazem parte da memória social e que precisam ser preservados como patrimônio da sociedade.
A autora alerta que as fontes históricas são muito variadas quanto a sua origem, e precisam ser analisadas de acordo com suas características de linguagem e especificidades de comunicação. Como recursos didáticos, distinguem-se três tipos de documentos: escritos, materiais e visuais ou audiovisuais.
Bittencourt sugere uma proposta de análise transformando documento em material didático. Na visão da mesma é preciso descrever o documento para destacar e indicar as informações que ele contém; identificando sua natureza, explicando-o e situando-o no contexto histórico. Estes aspectos têm por finalidade a análise crítica-reflexiva do documento pelos alunos.
Neste ínterim, é muito interessante trabalhar com documentos escritos, não só os oficiais (do Estado) quantos jornais e textos literários em sala de aula sobre os quais o professor deve ter o cuidado especial com a análise de tais fontes. Isto, segundo Paulo Knauss[2] demonstra que o documento não deve ser utilizado só como ilustração, mas como conhecimento de leitura de mundo e complementação ao material didático.
A autora supracitada também esclarece que as análises de músicas são recursos pedagógicos muito próximos da vivência dos jovens estudantes, as fontes musicais podem representar o pensamento, uma crítica social ou uma vivência cultural. Destacam-se aí, por exemplo, as canções de protestos e as músicas do movimento Tropicalista na ditadura militar. Assim, pode-se fazer com que os alunos percebam a diferença entre “ouvir música” e “pensar sobre a música”.
O historiador e também pesquisador Marcos Napolitano[3] esclarece que a tipologia de uma fonte audiovisual não varia fundamentalmente dos elementos que definem a tipologia das fontes tradicionais. Basicamente, o historiador deve identificar os seguintes elementos: gênero, suporte, origem, data, autoria, conteúdo referente, acervo. Tais elementos compõem a ficha técnica das fontes, que nem sempre estão previamente elaboradas nas coleções e arquivos.
Ficha técnicas das fontes musicais: uma sugestão segundo Marcos Napolitano:
· Música: forma/gênero (por exemplo, “forma canção/ gênero samba”); suporte (por exemplo, fonograma ou partitura ou videoclipe); origem (país/estúdio); duração; data (data da gravação e da publicação do material) autoria (compositor/ intérprete/ músicos); acervo ( no qual a fonte foi encontrada).


[1] BITTENCOURT, Circe. Usos didáticos de documentos. In: Ensino de História fundamentos e métodos 2ªed. São Paulo. Cortez, 2008. p.325-343.
[2] KNAUSS, Paulo. Sobre a Norma e o Óbvio: a sala de aula como lugar de pesquisa. In: NIKITIUK, Sônia (org). Repensando o ensino de História. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2007.
[3] NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla. B.(Org.) Fontes Históricas. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2006.