sexta-feira, 30 de abril de 2010

Brasil Colônia: Descobrimento, Capitanias Hereditárias e Governo Geral

Num país com tantos feriados, quase ninguém lembrou do dia  do "descobrimento" do Brasil : 22 de Abril de 1500. Por quê será? Mesmo que o "descobrimento" não tenha acontecido como a História oficial nos conta, não seria o caso de pensarmos se nosso país precisa ser redescoberto e valorizado sem falsas demonstrações de patriotismo? É um caso para se pensar...

Representações do "descobrimento" do Brasil - imagens da internet:


Terra à vista: 22 de abril de 1500

Victor Meirelles, Primeira Missa no Brasil, 1860
Rio de Janeiro - Museu Nacional de Belas Artes





Para saber mais:

Livros:
Ronaldo Vainfas (Org.) Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
Arno Wehling e Maria José Wehling. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Índios, Brasília e Tiradentes: algo em comum?


Conversa entre amigos...
A pergunta deste post pode parecer estranha à primeira vista. Algumas pessoas, na tentativa de solucionar este enigma, diriam que todos os elementos citados estão de certa forma ligados ao mês de Abril: 19 - dia do índio e 21 - dia de Tiradentes e aniversário de Brasília. De fato, essas afirmações são uma grande verdade. Contudo, esses três elementos guardam em si a memória e a identidade brasileira, representados numa reportagem da extinta revista "O Cruzeiro" de 07 de maio de 1960 que retratou a inauguração da "novacap". A reportagem mostrou algumas fotos da inauguração e vários textos descrevendo este fato histórico, sobretudo, um comentário sobre o "desfile" carnavalesco, bem próximo ao congresso, com algumas das principais figuras históricas brasileiras no dia 21 de abril de 1960. Como cidadãos críticos que somos, não poderíamos deixar de colocar o quanto a construção de Brasília e esta "festa" de inauguração foram extremamente caras para o país, deixando para os governos seguintes, enormes dívidas a pagar. Mesmo assim, Juscelino Kubitschek ficou marcado na memória dos brasileiros como o presidente que levou o país à modernização (mesmo tendo uma postura conservadora). Nada contra a figura do presidente JK, que obteve êxito no seu famoso “plano de metas”, muito menos à própria Brasília, espetáculo da arquitetura moderna brasileira - mesmo hoje sendo manchada pelo fantasma vergonhoso da corrupção. De certa forma, nosso blog propõe questionamentos sobre a realidade brasileira e nada melhor do que discutir fatos históricos ligados ao nosso passado.
A reportagem  que citamos encontra-se digitalizada em forma de uma edição on-line no site MEMÓRIA VIVA. Este site é uma excelente fonte de pesquisa com informações variadas sobre a História do nosso país. Não deixe de visitá-lo também. Abraços!





sexta-feira, 9 de abril de 2010

História da América: Cristóvão Colombo e o filme 1492 - The conquest of Paradise

História da América: Cristóvão Colombo e o filme 1492 - A Conquista do Paraíso
>>>Filme e História ! História e filme!<<<<
Cristóvão Colombo: Biografia
(Navegante genovês que descobriu a América a serviço da Espanha)


1451(?), provavelmente em Gênova, Itália -

1506, Valladolid, Espanha

De família modesta, Colombo dedicou-se desde jovem à vida marítima. Estabelecido em Portugal desde 1476, lá casou-se em 1480 com Filipa Moniz, filha do navegador Bartolomeu Perestelo, em cuja biblioteca pôde aprimorar seus conhecimentos. 


Convencido da possibilidade de alcançar as Índias navegando pelo ocidente, buscou em vão o apoio dos reis de Portugal, da Inglaterra e da França. Em 1485, fixou-se na Espanha e, com a ajuda do padre Juán Perez, confessor da rainha Isabel, obteve a aprovação de seu projeto pelos soberanos espanhóis. 


Em 17 de abril, assinou com o rei Fernando um contrato pelo qual era nomeado almirante-dos-mares e governador das novas terras que viesse a descobrir. A expedição foi custeada em partes iguais pela Coroa espanhola e por banqueiros genoveses de Sevilha. 


Em 3 de agosto de 1492, a frota de três caravelas (Santa Maria, Pinta e Niña) deixou o porto de Palos, chegando em 12 de outubro à ilha de Guanaani (hoje ilha Watling, nas Bahamas). Em seguida, aportou em Cuba e Haiti. Colombo voltou à Espanha em março de 1493, certo de ter alcançado a Ásia. Em setembro, fez-se de novo ao mar, dessa vez com 17 naus, descobrindo várias ilhas do Caribe – Guadalupe, Dominica (hoje Martinica), Porto Rico, Jamaica, além da costa sudoeste de Cuba. Em 1498, empreendeu uma terceira expedição, indo da costa do continente até o Orinoco, para depois atingir as ilhas de Trinidad, Tobago e Granada. Por fim, entre 1502 e 1504, Colombo realizou uma última viagem, na qual completou o reconhecimento das Antilhas e da costa da América Central. Alvo de intrigas palacianas, Colombo já não desfrutava da confiança do rei espanhol quando retornou à Espanha em 1504. 
Morreu pouco depois sem ver reconhecido seu direito às terras por ele descobertas, mas crente de que havia chegado às Índias. Deixou dois filhos: um legítimo (Diego) e um natural (Fernando).

FILME: 1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO (1992)

Sinopse: Vinte anos da vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice.



Veja o Trailer do Filme 1492 - A Conquista do Paraíso no nosso Canal do Youtube : Clique Aqui !

Rainha Elizabeth I: Biografia e Filme (1998)

>>>Filme e História ! História e filme!<<<<
Elizabeth I - (Rainha da Inglaterra e da Irlanda ) - 1533-1603

Rainha da Inglaterra e da Irlanda (1533-1603). A última das governantes da dinastia Tudor, durante seu reinado a Inglaterra torna-se uma potência mundial. Filha de Henrique VIII e sua segunda esposa, Ana Bolena, que foi decapitada quando Elizabeth (nascida Isabel) tinha 3 anos. Nasce em Greenwich, perto de Londres, passa a infância fora da Corte, estuda línguas, música e dança. Volta à Corte ao cair nas graças da sexta esposa de Henrique VIII, Catherine Parr, e sobe ao trono em 1558, após a morte de seus meio-irmãos Eduardo VI e Maria I. Implanta definitivamente o protestantismo e a Igreja Anglicana na Inglaterra. Enérgica e autoritária, persegue católicos e membros da seita presbiteriana dos puritanos. Temendo conspirações dos católicos, aprisiona e manda decapitar em 1587 Mary Stuart, sua prima e rival, rainha católica da Escócia. É o pretexto para a declaração de guerra do católico Felipe II, rei da Espanha, que tenta combater as incursões inglesas nos territórios coloniais espanhóis. A vitória sobre a frota espanhola, a Invencível Armada, em 1588, abre caminho para a Inglaterra se tornar potência colonizadora do Novo Mundo e estabelecer sua supremacia marítima. Elizabeth desenvolve o comércio e a indústria e incentiva o renascimento das artes e a liberação dos costumes. A Bolsa de Londres, aberta em 1566, torna-se um dos principais centros financeiros da Europa. A Companhia das Índias, criada em 1600, expande o comércio externo. Durante seu reinado, a literatura tem um grande florescimento. São do chamado período elizabetano as obras de William Shakespeare, Edmund Spenser e Christopher Marlowe. Elizabeth jamais se casou, e é conhecida como a "Rainha Virgem".

Filme: Elizabeth (1998) 
Sinopse:
Inglaterra, 1554. O país está dividido entre católicos e protestantes. Mary Tudor (Kathy Burke) está no poder e é uma católica fervorosa, mas tem um tumor que a deixa com os dias contados. Sua meia-irmã, Elizabeth (Cate Blanchett), é uma protestante convicta e a primeira na linha de sucessão. Elizabeth é levada até a rainha, que tenta fazê-la prometer que o país seguirá o catolicismo. Mas, apesar de poder morrer, Elizabeth diz que será fiel à sua consciência. Já no leito de morte de Mary Tudor, o Duque de Norfolk (Christopher Eccleston) tenta fazer em vão com que a rainha assine a pena de morte de Elizabeth que, com a morte de Mary, é coroada rainha. Entretanto, Elizabeth herda um país falido, sem exército e com inimigos por todos os lados, até mesmo na sua própria corte, forçando-a a calcular cada passo para permanecer no poder. Inicialmente ela comete erros graves, mas gradativamente vai se firmando e, sempre aconselhada por Sir Francis Walsingham (Geoffrey Rush), ela planeja matar todos os seus inimigos para consolidar seu poderio.





Veja o Trailer do Filme Elizabeth no nosso Canal do Youtube: Clique Aqui!


Fontes: http://www.interfilmes.com/filme_13213_Elizabeth-[Elizabeth].html
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1402.html

Mercantilismo




O ESTADO MODERNO E O MERCANTILISMO


OBJETIVO:

Esta lição visa dar início ao estudo da fase histórica correspondente à idade moderna. Onde houve o progresso de uma nova estrutura socioeconômica que conservava traços da ordem feudal medieval.

PRÉ-REQUISITO:

Ter visto as lições correspondente ao período da idade média.

O ESTADO MODERNO

A idade moderna inicia-se em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos e estende-se até 1789 com o início da revolução francesa.

O século XV marcou uma nova fase do processo histórico da Europa Ocidental. Estruturou-se uma nova ordem sócio-econômica –o capitalismo comercial. Onde a nobreza mantinha as “aparências” de poder por causa das suas terras e títulos. Embora estivessem em dificuldades financeiras, ainda sim queriam se impor  segundo as novas regras da economia. Já a burguesia, mesmo com próspero comércio, não conseguia ser a classe dominante junto a aristocracia.

A idade moderna , na verdade pode ser considerada como um período de transição, que valorizou o comércio e a capitalização, que serviam de base para o desenvolvimento do sistema capitalista.

COMO SE FORMOU O ESTADO MODERNO?

A idade moderna foi bem diferente da idade média. Pode-se dizer que suas características foram bem opostas. A idade média foi marcada por:

» regionalismo político- onde os feudos e as comunas tinham autonomia política, causando a fragmentação no sistema administrativo;

» o poder da igreja- que enfatizava e colocava a autoridade do Papa sobre os  reinos da época.

No estado moderno desenvolveu-se a noção da soberania, ou seja,  a idéia de que o soberano ( governante) tinha o direito de consolidar  suas decisões perante seus súditos( ou governados) que morassem no seu território.

Para isso ocorrer, o estado desenvolveu vários meios para controlar a política de seu território. Alguns desses meios foram:

» burocracia: funcionários que cumpriam ordens do rei e desempenhavam as tarefas de administração pública. Estes cargos eram ocupados pela nobreza palaciana e pela alta burguesia.

» Poder militar: incluía  toda as forças armadas- marinha, exército e polícia- para assegurar a ordem pública na sociedade e o poder do governo.

» União da justiça- a legislação passou  a valer em todo o território nacional.

» Sistema tributário: ou seja, sistema de impostos regulares e obrigatórios para manter o governo e a administração pública.

» Idioma oficial: um mesmo idioma falado em todo território do estado, que transmitia as leis, ordens e tradições da nação , além de valorizar seus costumes e cultura.

O estado moderno também é conhecido como estado absolutista, porque o poder estava concentrado nas mãos de poucos ( reis e ministros) que se aproveitavam das limitações dos grupos sociais dominantes( a nobreza e a burguesia) para controlar a política.

O estado dependia dos impostos arrecadados sobre as atividades comerciais e manufatureiras. Por isso era necessário o estado ter burgueses em cargos do governo, incentivar o lucro , a expansão do mercado e a exploração das colônias.

A BASE DO ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

A base teórica do absolutismo foi dada por Jacques Bossuet e Thomas Hobbes. Bossuet defendia o direito divino dos reis; seus atos eram superiores ao julgamento dos homens. Já Hobbes justificou o absolutismo , a partir do fato dos homens entrarem em um acordo , onde o poder ficaria como rei e a ordem seria estabelecida.

Essas monarquias regulavam suas economias de acordo com as práticas mercantilistas que tinham por base:

» aumentar a qualquer custo as economias da Coroa;

» vender mais do que comprar;

» incentivar a produção interna, incluindo as colônias, para assim ter uma balança comercial favorável;

» adotar medidas de proteção para as manufaturas e controlar as taxas  alfandegárias sobre os produtos importados;

» conquistar colônias e explorar produtos de alto valor comercial na Europa;

» a aliança da burguesia mercantil com os reis em favor dos seus interesses econômicos. Com isso a burguesia conseguiu até mesmo formar um exército forte.

Nesse período , teve um estado interventor, que atuava em todos os setores da vida nacional. Na economia, essa intervenção manifestou-se através do mercantilismo.

O MERCANTILISMO

Mercantilismo foi o conjunto de teorias e práticas de intervenção econômica. Era um sistema complexo e envolvia teorias exatas sobre produção manufatureira, utilização da terra e do poder do estado. Pode-se dizer que era uma política de controle e incentivo, onde o estado buscava garantir o seu desenvolvimento comercial e financeiro e também o seu poder.

Sua base principal foi o metalismo, ou seja, a riqueza  e o poder  de um estado de acordo com os metais preciosos acumulados;  a balança comercial favorável, exportar mais do que importar; e para diminuir a importação. Com esses princípios foram aplicados?

Um exemplo, na Espanha, o estado investiu em metais preciosos, através da exploração colonial americana e para por restrições as importações, priorizou o metalismo.

Mercantilismo nos séculos XVI-XVIII

Na França, principalmente no século XVII, o governo tentou diminuir as importações e aumentar o valor das exportações, por estimular as manufaturas, em especial àquelas voltadas para a produção de artigos de luxo e para esse objetivo, tendo a criação de diversas companhias de comércio. Seu maior defensor – o ministro de Luis XIV, Colbert, por isso na França o mercantilismo foi chamado de colbertismo,e também de industrialismo, visto que essa política econômica dava prioridade as industrias. Além de ter incentivos para a construção naval, com tudo isso a França conseguiu conquistar o mercado externo.

Na Inglaterra, o governo favoreceu o desenvolvimento naval para a exportação para a exploração do comércio externo. Também incentivou a produção manufatureira e protegendo-a da concorrência através de uma forte política alfandegária. houve várias medidas de proteção ao comércio marítimo. Um exemplo: foi  a criação de leis contra o transporte de produtos da metrópole e das colônias inglesas por navios estrangeiros. Esta lei evitava gastos com fretes para navios estrangeiros e impedia a evasão de moedas para o exterior, deixando o lucro do comércio no país.

Estes foram os atos de navegação, que serviram para o desenvolvimento comercial inglês.

No século XVI Portugal e Espanha tomaram a liderança nas mudanças econômicas na Europa. Também tomaram a frente na expansão ultramarina, logo acabaram sendo os primeiros a se beneficiar das riquezas das terras descobertas.

A Espanha foi a mais beneficiada, pois teve suas colônias de exploração eram metais preciosos.

Pacto colonial: sistema que consistia na passagem obrigatória  pela metrópole dos produtos que entravam ou saíam da colônia. Todos os produtos manufaturados da  metrópole deviam produzir  de acordo com as exigências do mercado , para garantir lucros à coroa e a burguesia.

A Espanha logo enriqueceu, por causa do acúmulo de  metais preciosos. Mas o excesso desses metais gerou à longo prazo, problemas para a economia espanhola.

Porque isso fez com que diminuísse as atividades agrícolas fazendo a Espanha depender das importações. Esse problema espalhou-se por outros países europeus.

Esta crise favoreceu os países produtores ( França, Holanda e Inglaterra), pois estes países se voltaram para o comércio e para a produção como meio de entesouramento.

A RELAÇÃO : ECONOMIA E POLÍTICA NO MERCANTILISMO

O comércio permitiu ao governo manter e sustentar novas necessidades. Como: os exércitos a serviço do rei. Visto que o exército era importante para a defesa do estado nacional, a extensão política do mercantilismo econômico.

Essa relação- rei e burguesia- tinha suas vantagens. O rei controlava o recolhimento de impostos , que tinha uma parte  reservada para o exército. A burguesia recebia a proteção militar e política para continuar com projetos econômicos.