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sexta-feira, 9 de abril de 2010

História da América: Cristóvão Colombo e o filme 1492 - The conquest of Paradise

História da América: Cristóvão Colombo e o filme 1492 - A Conquista do Paraíso
>>>Filme e História ! História e filme!<<<<
Cristóvão Colombo: Biografia
(Navegante genovês que descobriu a América a serviço da Espanha)


1451(?), provavelmente em Gênova, Itália -

1506, Valladolid, Espanha

De família modesta, Colombo dedicou-se desde jovem à vida marítima. Estabelecido em Portugal desde 1476, lá casou-se em 1480 com Filipa Moniz, filha do navegador Bartolomeu Perestelo, em cuja biblioteca pôde aprimorar seus conhecimentos. 


Convencido da possibilidade de alcançar as Índias navegando pelo ocidente, buscou em vão o apoio dos reis de Portugal, da Inglaterra e da França. Em 1485, fixou-se na Espanha e, com a ajuda do padre Juán Perez, confessor da rainha Isabel, obteve a aprovação de seu projeto pelos soberanos espanhóis. 


Em 17 de abril, assinou com o rei Fernando um contrato pelo qual era nomeado almirante-dos-mares e governador das novas terras que viesse a descobrir. A expedição foi custeada em partes iguais pela Coroa espanhola e por banqueiros genoveses de Sevilha. 


Em 3 de agosto de 1492, a frota de três caravelas (Santa Maria, Pinta e Niña) deixou o porto de Palos, chegando em 12 de outubro à ilha de Guanaani (hoje ilha Watling, nas Bahamas). Em seguida, aportou em Cuba e Haiti. Colombo voltou à Espanha em março de 1493, certo de ter alcançado a Ásia. Em setembro, fez-se de novo ao mar, dessa vez com 17 naus, descobrindo várias ilhas do Caribe – Guadalupe, Dominica (hoje Martinica), Porto Rico, Jamaica, além da costa sudoeste de Cuba. Em 1498, empreendeu uma terceira expedição, indo da costa do continente até o Orinoco, para depois atingir as ilhas de Trinidad, Tobago e Granada. Por fim, entre 1502 e 1504, Colombo realizou uma última viagem, na qual completou o reconhecimento das Antilhas e da costa da América Central. Alvo de intrigas palacianas, Colombo já não desfrutava da confiança do rei espanhol quando retornou à Espanha em 1504. 
Morreu pouco depois sem ver reconhecido seu direito às terras por ele descobertas, mas crente de que havia chegado às Índias. Deixou dois filhos: um legítimo (Diego) e um natural (Fernando).

FILME: 1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO (1992)

Sinopse: Vinte anos da vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice.



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Mercantilismo




O ESTADO MODERNO E O MERCANTILISMO


OBJETIVO:

Esta lição visa dar início ao estudo da fase histórica correspondente à idade moderna. Onde houve o progresso de uma nova estrutura socioeconômica que conservava traços da ordem feudal medieval.

PRÉ-REQUISITO:

Ter visto as lições correspondente ao período da idade média.

O ESTADO MODERNO

A idade moderna inicia-se em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos e estende-se até 1789 com o início da revolução francesa.

O século XV marcou uma nova fase do processo histórico da Europa Ocidental. Estruturou-se uma nova ordem sócio-econômica –o capitalismo comercial. Onde a nobreza mantinha as “aparências” de poder por causa das suas terras e títulos. Embora estivessem em dificuldades financeiras, ainda sim queriam se impor  segundo as novas regras da economia. Já a burguesia, mesmo com próspero comércio, não conseguia ser a classe dominante junto a aristocracia.

A idade moderna , na verdade pode ser considerada como um período de transição, que valorizou o comércio e a capitalização, que serviam de base para o desenvolvimento do sistema capitalista.

COMO SE FORMOU O ESTADO MODERNO?

A idade moderna foi bem diferente da idade média. Pode-se dizer que suas características foram bem opostas. A idade média foi marcada por:

» regionalismo político- onde os feudos e as comunas tinham autonomia política, causando a fragmentação no sistema administrativo;

» o poder da igreja- que enfatizava e colocava a autoridade do Papa sobre os  reinos da época.

No estado moderno desenvolveu-se a noção da soberania, ou seja,  a idéia de que o soberano ( governante) tinha o direito de consolidar  suas decisões perante seus súditos( ou governados) que morassem no seu território.

Para isso ocorrer, o estado desenvolveu vários meios para controlar a política de seu território. Alguns desses meios foram:

» burocracia: funcionários que cumpriam ordens do rei e desempenhavam as tarefas de administração pública. Estes cargos eram ocupados pela nobreza palaciana e pela alta burguesia.

» Poder militar: incluía  toda as forças armadas- marinha, exército e polícia- para assegurar a ordem pública na sociedade e o poder do governo.

» União da justiça- a legislação passou  a valer em todo o território nacional.

» Sistema tributário: ou seja, sistema de impostos regulares e obrigatórios para manter o governo e a administração pública.

» Idioma oficial: um mesmo idioma falado em todo território do estado, que transmitia as leis, ordens e tradições da nação , além de valorizar seus costumes e cultura.

O estado moderno também é conhecido como estado absolutista, porque o poder estava concentrado nas mãos de poucos ( reis e ministros) que se aproveitavam das limitações dos grupos sociais dominantes( a nobreza e a burguesia) para controlar a política.

O estado dependia dos impostos arrecadados sobre as atividades comerciais e manufatureiras. Por isso era necessário o estado ter burgueses em cargos do governo, incentivar o lucro , a expansão do mercado e a exploração das colônias.

A BASE DO ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

A base teórica do absolutismo foi dada por Jacques Bossuet e Thomas Hobbes. Bossuet defendia o direito divino dos reis; seus atos eram superiores ao julgamento dos homens. Já Hobbes justificou o absolutismo , a partir do fato dos homens entrarem em um acordo , onde o poder ficaria como rei e a ordem seria estabelecida.

Essas monarquias regulavam suas economias de acordo com as práticas mercantilistas que tinham por base:

» aumentar a qualquer custo as economias da Coroa;

» vender mais do que comprar;

» incentivar a produção interna, incluindo as colônias, para assim ter uma balança comercial favorável;

» adotar medidas de proteção para as manufaturas e controlar as taxas  alfandegárias sobre os produtos importados;

» conquistar colônias e explorar produtos de alto valor comercial na Europa;

» a aliança da burguesia mercantil com os reis em favor dos seus interesses econômicos. Com isso a burguesia conseguiu até mesmo formar um exército forte.

Nesse período , teve um estado interventor, que atuava em todos os setores da vida nacional. Na economia, essa intervenção manifestou-se através do mercantilismo.

O MERCANTILISMO

Mercantilismo foi o conjunto de teorias e práticas de intervenção econômica. Era um sistema complexo e envolvia teorias exatas sobre produção manufatureira, utilização da terra e do poder do estado. Pode-se dizer que era uma política de controle e incentivo, onde o estado buscava garantir o seu desenvolvimento comercial e financeiro e também o seu poder.

Sua base principal foi o metalismo, ou seja, a riqueza  e o poder  de um estado de acordo com os metais preciosos acumulados;  a balança comercial favorável, exportar mais do que importar; e para diminuir a importação. Com esses princípios foram aplicados?

Um exemplo, na Espanha, o estado investiu em metais preciosos, através da exploração colonial americana e para por restrições as importações, priorizou o metalismo.

Mercantilismo nos séculos XVI-XVIII

Na França, principalmente no século XVII, o governo tentou diminuir as importações e aumentar o valor das exportações, por estimular as manufaturas, em especial àquelas voltadas para a produção de artigos de luxo e para esse objetivo, tendo a criação de diversas companhias de comércio. Seu maior defensor – o ministro de Luis XIV, Colbert, por isso na França o mercantilismo foi chamado de colbertismo,e também de industrialismo, visto que essa política econômica dava prioridade as industrias. Além de ter incentivos para a construção naval, com tudo isso a França conseguiu conquistar o mercado externo.

Na Inglaterra, o governo favoreceu o desenvolvimento naval para a exportação para a exploração do comércio externo. Também incentivou a produção manufatureira e protegendo-a da concorrência através de uma forte política alfandegária. houve várias medidas de proteção ao comércio marítimo. Um exemplo: foi  a criação de leis contra o transporte de produtos da metrópole e das colônias inglesas por navios estrangeiros. Esta lei evitava gastos com fretes para navios estrangeiros e impedia a evasão de moedas para o exterior, deixando o lucro do comércio no país.

Estes foram os atos de navegação, que serviram para o desenvolvimento comercial inglês.

No século XVI Portugal e Espanha tomaram a liderança nas mudanças econômicas na Europa. Também tomaram a frente na expansão ultramarina, logo acabaram sendo os primeiros a se beneficiar das riquezas das terras descobertas.

A Espanha foi a mais beneficiada, pois teve suas colônias de exploração eram metais preciosos.

Pacto colonial: sistema que consistia na passagem obrigatória  pela metrópole dos produtos que entravam ou saíam da colônia. Todos os produtos manufaturados da  metrópole deviam produzir  de acordo com as exigências do mercado , para garantir lucros à coroa e a burguesia.

A Espanha logo enriqueceu, por causa do acúmulo de  metais preciosos. Mas o excesso desses metais gerou à longo prazo, problemas para a economia espanhola.

Porque isso fez com que diminuísse as atividades agrícolas fazendo a Espanha depender das importações. Esse problema espalhou-se por outros países europeus.

Esta crise favoreceu os países produtores ( França, Holanda e Inglaterra), pois estes países se voltaram para o comércio e para a produção como meio de entesouramento.

A RELAÇÃO : ECONOMIA E POLÍTICA NO MERCANTILISMO

O comércio permitiu ao governo manter e sustentar novas necessidades. Como: os exércitos a serviço do rei. Visto que o exército era importante para a defesa do estado nacional, a extensão política do mercantilismo econômico.

Essa relação- rei e burguesia- tinha suas vantagens. O rei controlava o recolhimento de impostos , que tinha uma parte  reservada para o exército. A burguesia recebia a proteção militar e política para continuar com projetos econômicos.

domingo, 4 de abril de 2010

Estados Nacionais Absolutistas






Figuras em sentido horário: 1. Maria I, 3. Luís XVI, o rei Sol, 4. Elizabeth I




O ESTADO ABSOLUTISTA


Objetivo:

Mostrar como e onde surgiu o absolutismo. Qual foi seu efeito na sociedade da época. Quem foram os teóricos que deram apoio a essa nova visão política, que marcou o fim da idade média e o começo da idade moderna.

Pré-requisito:

Acompanhar as lições que abrangem o período da idade média.

O ESTADO ABSOLUTISTA

O QUE FOI O ESTADO  ABSOLUTISTA?

No continente europeu surgiu a partir do século XI, no período da Baixa Idade Média, pela aliança entre reis e burgueses e a necessidade socioeconômico e política da época. Uma espécie de centralização do poder. Começou na idade média e tomou forma na idade moderna.

Para uma definição mais exata pode-se classificar o absolutismo como uma forma de governo autoritário, que está nas mãos de uma pessoa ou um grupo social. Estes tem o poder absoluto sobre o estado. Com essa idéia em mente não é de admirar os abusos que foram cometidos pelos governantes.

O absolutismo seria a expressão política do mercantilismo.

Para tudo isso acontecer, foi necessário a ajuda dos pensadores dos que idealizaram essa forma de governo.

TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO

As mudanças culturais através do Renascimento, na sociedade, ajudaram a reestruturar a visão política da Europa. Sem a interferência da igreja, muitas teorias surgiram para justificar o estado absolutista.

A idade moderna rompeu com muitas idéias medievais. Veja agora alguns teóricos de destaque:


  • Nicolau Maquiavel (1469-1527)
Foi membro do governo dos Médices, de Florença. Em suas obras ele expressa sua indignação por ver a Itália devastada pela divisão em repúblicas rivais. A solução seria a união nacional por um interesse comum.

No século XVI, publicou o texto O Príncipe, dedicado ao príncipe Lourenço de Médicis. Nesta obra ele comenta sobre as artes de conquistar e manter o poder. Foi publicado em 1513. algumas de suas recomendações eram que para governar é preciso a astúcia, sutileza e um bom exército. Por citar Moisés , um personagem bíblico, ele insinuou a ligação de Deus com a posição dos reis. Com se os reis fossem representantes de Deus aqui na terra.

Para Maquiavel, a necessidade de ter um estado forte justifica qualquer atitude.
  • Thomas Hobbes(1588-1619)
Este foi o teórico que melhor definiu a ideologia absolutista. Sua obra foi o livro Leviatã, onde mostra sua idéia de um estado poderoso e dominante. Este é necessário para manter a ordem do governo, sem ela os homens viveriam em constantes guerras. Como se o monarca fosse o protetor da lei e da ordem.

Para Hobbes, o estado absoluto surgiu em função do avanço da sociedade. Que antes era primitiva, sem leis, cada um por si. Mas depois que a razão e a autoconservação entram na sociedade,surgiu a necessidade da união para a criação de um estado forte. Neste estado há uma espécie de contrato ou acordo, onde cada cidadão concederia seus direitos à um soberano.

Para Hobbes, a autoridade do estado tem de ser absoluta para proteger os cidadãos da violência e do caos. O soberano pode governar com autoridade, pois esta foi concedida pelo povo.
  • Jacques Bossuet(1627-1704)
Bossuet defendeu fortemente a teoria do direito divino dos reis. Cuidou da educação do filho do rei francês Luis XIV. Suas obras foram Memórias para educação do Delfim e  Política.

Para Bossuet a autoridade real é sagrada. O rei age como ministro de Deus na terra, logo uma rebelião contra o rei seria o mesmo que rebelasse contra Deus.

Sua influência foi forte na dinastia francesa dos Bourbon.
  • Jean Bodin ( 1530- 1596)
Sua obra foi A República, este defendia a idéia da soberania não-partilhada, ou seja, o rei pode governar sem a interferência, ou restrição de alguém, pois ele teria o poder de legislar sem a permissão de outros.
  • Hugo Grotius(1530-1596)
Sua obra foi  Do direito da paz e da Guerra. Embora comente sobre direito internacional, aparece com mesmas idéias dos outros teóricos: a defesa de um governo despótico, com poder ilimitado para assim não haver o caos político na sociedade.

Agora os resultados de tantas ideologias foram vistas em alguns países.

O ABSOLUTISMO NA FRANÇA

A centralização política da França vem desde a guerra dos Cem Anos ( 1337-1453). O absolutismo francês teve seu auge na dinastia dos Bourbons.

Durante o século XVI, ainda na dinastia Volois, havia conflitos internos, tanto políticos como religiosos. O conflito maior ficava a estrutura político-econômica do governo. Pois os burgueses, que eram a fonte do governo, adotaram o calvinismo como religião enquanto o estado tinha forte influência católica.

No governo de Carlos IX (1560-1574) a luta de católicos e Huguenotes ( calvinistas franceses) foi forte.

Os católicos tinham o apoio real. Os huguenotes sob o comando dos Bourbons colocaram em confronto a nobreza católica e os burgueses mercantilistas calvinistas. O auge dessa luta foi em 24 de agosto de 1572,  A Noite de São Bartolomeu, onde houve o massacre de mais de 3 mil huguenotes, incluindo mulheres e crianças. Isto provocou instabilidade política e colocou o trono francês em risco. Por isso Henrique III, filho de Catarina de Médici, aliou-se a Henrique Bourbon, líder dos Huguenotes e o fez seu herdeiro político. Nesse tempo o católico Henrique Guise disputou a liderança com Henrique III, essas disputas ficaram conhecidas como a Guerra dos três Henriques. O final foi: Henrique de Guise morreu, Henrique Bourbon saiu vitorioso e tornou-se herdeiro de Henrique III.

DINASTIA BOURBON

Com a morte de Henrique III em 1589, Henrique Bourbon assumiu poder com o nome de Henrique IV. Mas este por ser protestante enfrentou forte oposição. Os conflitos armados foram tantos, que Henrique viu-se obrigado a fugir de Paris. Para poder ser de fato rei dos franceses, Henrique abandona o protestantismo e assim é coroado rei.

Este novo rei fortaleceu o absolutismo, por implantar uma política econômica mercantilista. Assinou em 1598 o  Edito de Nantes, que concedia liberdade de religião aos protestantes. Com isso o rei refez a aliança com os burgueses.

O sucessor de Henrique IV foi Luis XIII (1610-1643). Em seu reinado destaca-se a figura de seu primeiro ministro o Cardeal Richelieu ( 1624- 1642), que ampliou os poderes absolutos do rei e lançou a França na disputa pelo comércio internacional e a posse de colônias. Também cassou os direitos dos que eram opositores do rei. Abriu caminho para os burgueses terem acesso a cargos na administração pública, mesmo sob a proteção de edito de nantes, ele perseguiu protestantes. Richelieu levou a França intervir na Guerra dos trinta anos. Pois neste conflito visava a disputa à hegemonia política européia.

O apogeu do absolutismo francês foi com o rei Luis XIV (1643-1715), chamado também de “Rei sol”,devido suas grandes realizações. Por ter assumido o trono ainda jovem, teve como ministro outro cardeal, Mazarino. Este aplicou uma política centralizadora, eliminou as frondas,ou seja, as associações de nobres e burgueses, que eram contra o absolutismo e os tributos impostos ao povos para repor os prejuízos aos cofres reais por causa do apoio à guerra dos trinta anos.

Após a morte do Cardeal, o ministério das finanças foi para Jean Baptiste Colbert, que fez a base para o mercantilismo francês. Este promoveu o desenvolvimento da manufatura, navegação e das conquistas territoriais na Ásia e América.

Na época de Luís XIV, foi um período de cultura na França e berço de pensadores e artistas. Infelizmente em 1685, Luis XIV reformulou sua política religiosa e revoga o Edito de Nantes.

Esta atitude fez com que muitos huguenotes, boa parte burgueses, fugissem da perseguição religiosa. Isto arruinou a economia mercantil e abriu caminho para as críticas ao regime absolutista.

O poder francês na Europa começou a cair nos reinados de Luis  XV e Luis XVI. Porque a corte fazia gastos excessivos, os impostos eram muitos sobre os burgueses e a população além das derrotas militares.

A França entrou em duas guerras.

A primeira  foi a Guerra dos Sete anos(1756-1763), onde a França enfrentou a Inglaterra disputando o mercado europeu e áreas para colônias. Mas perdeu dois territórios , o Canadá e a Índia.

A segunda foi a guerra de independência dos Estados Unidos (1776-1781), o apoio nesta guerra, causou dificuldades econômicas a França. Com todos esses fatores, foram surgindo motivos e condições para a Revolução Francesa de 1789 que daria fim ao Regime francês.

O ABSOLUTISMO NA INGLATERRA

O poder real na Inglaterra começou no século XVI, com a dinastia Tudor.

Henrique VIII ( 1509-1547), segundo rei da série, impôs-se sobre a nobreza enfraquecida, unificou o país e chocou-se com o Papado. Este choque parecia simples e fútil. Na verdade o rei queria separar-se de sua esposa , Catarina de Aragão, para casar-se com outra, Ana Bolena. Mas com a proibição do Papa, Henrique rompeu com a igreja e fundou a igreja anglicana. Esse conflito serviu como pretexto para que o rei confiscasse os bens da igreja, que foram redistribuídos  ou vendidos para os nobres.

Por volta de 1570 a indústria de lã e a escavação das minas de carvão cresceram. O comércio internacional também aumentou e serviu de estímulo para a construção naval.

Com o avanço da pirataria legitimada pelo estado (os corsários), cada império colonial teve seus lucros.

Os mercadores aventureiros e a companhia inglesa das índias orientais, dinamizou a expansão comercial, principalmente de tráfico de pessoas para as colônias.

A burguesia mercantil das cidades portuárias, principalmente Londres, ganhou importância na câmara dos Comuns. Os trabalhadores conquistaram o estatuto dos artesões, de 1563, que regulamentava suas atividades e a Leis dos Pobres, que cobrava impostos obrigatório sobre as pessoas das comunidades para sustentar os necessitados.


Fonte: http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/adrienearaujo/historia020.asp