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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Filme "A Onda" impulsiona um debate sobre autocracia e democracia

O professor com seus alunos no filme "A Onda" - Imagem da Internet


O filme alemão, A Onda, de 2008, foi baseado em fatos reais e conta a história de um professor de um curso sobre autocracia, que numa tentativa de ensinar seus alunos este conceito, acaba criando uma espécie de comunidade "disciplinada", ordenada, em que todos os alunos que fazem parte do tal projeto ajudam-se mutuamente. Acontece que esse experimento sai do controle e a maior parte dos alunos do curso começam a impor suas ideias aos outros estudantes e excluindo aqueles que não concordam com a criação da "Onda", nome dado por eles à tal comunidade. O final trágico revela os perigos da não-reflexão sobre governos autoritários, medidas violentas e extremistas contra opositores, além do papel dos professores em sala de aula. Vale uma boa reflexão com os alunos sobre alguns conceitos históricos, tais como: autocracia, fascismo, nazismo, ditadura, anarquia e democracia.

Filme A Onda - Imagem da Internet

Mais informações sobre o filme: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-134390/



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Na TV: o jornalista Geneton Moraes Neto entrevistou a sobrevivente do holocausto, Eva Schloss

Mulher que viveu experiência "aterrorizante" com Dr. Mengele no campo de concentração não quer ouvir falar em perdão para os carrascos. Veja os detalhes desta entrevista no site: Dossiê Geral - Geneton




Você sabe o que foi o HOLOCAUSTO?

O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia. 

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha. 

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos. 

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler. 

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães. 

Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola