segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Exercícios - Aula - Fontes Musicais

FONTES MUSICAIS NA SALA DE AULA PARA SE ESTUDAR A RESISTÊNCIA NA DITADURA MILITAR
ANÁLISES DE FONTES MUSICAIS:
“Alegria, Alegria” de Caetano Veloso.
Lançada em Caetano Veloso álbum de 1967, "Alegria, Alegria" foi a música que apresentou o movimento tropicalista ao Brasil, em apresentação ao vivo realizada no III Festival da TV Record, em 1967. "O aspecto do grupo de rapazes de cabelos muito longos portando guitarras maciças e coloridas representava de modo gritante tudo o que os nacionalistas da MPB mais odiavam e temiam", explica Caetano no livro Verdade Tropical.

Caminhando contra o vento/ Sem lenço e sem documento / No sol de quase dezembro
Eu vou.../ O sol se reparte em crimes/ Espaçonaves, guerrilhas/ Em cardinales bonitas
Eu vou... Em caras de presidentes/ Em grandes beijos de amor/ Em dentes, pernas, bandeiras/ Bomba e Brigitte Bardot.../O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/ Eu vou.../Por entre fotos e nomes/ Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos/ Eu vou/ Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento/ E eu nunca mais fui à escola/ Sem lenço e sem documento,
Eu vou.../Eu tomo uma coca-cola/ Ela pensa em casamento/ E uma canção me consola
Eu vou.../ Por entre fotos e nomes/ Sem livros e sem fuzil /Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil.../ Ela nem sabe até pensei / Em cantar na televisão/ O sol é tão bonito
Eu vou.../ Sem lenço, sem documento/ Nada no bolso ou nas mãos/ Eu quero seguir vivendo, amor/ Eu vou.../ Por que não, por que não...x4..


Pra não dizer que não falei das flores “de Geraldo Vandré
Em 1968, Geraldo Vandré participou do III Festival Internacional da Canção com "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores" ou "Caminhando".
A composição era um hino de resistência contra o governo militar. O refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. O sucesso acabou em segundo lugar no festival, perdendo para "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim

Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Somos todos iguais/ Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas/ Campos, construções/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber /Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)/ Pelos campos há fome /Em grandes plantações/ Pelas ruas marchando/ Indecisos cordões/ Ainda fazem da flor /Seu mais forte refrão/ E acreditam nas flores/ Vencendo o canhão.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer...(2x)/ Há soldados armados/ Amados ou não/ Quase todos perdidos/ De armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam/ Uma antiga lição: De morrer pela pátria/ E viver sem razão.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer...(2x)/ Nas escolas, nas ruas/ Campos, construções /Somos todos soldados/ Armados ou não/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Somos todos iguais/ Braços dados ou não.../Os amores na mente/ As flores no chão/ A certeza na frente/ A história na mão/ Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Aprendendo e ensinando/ Uma nova lição.../ Vem, vamos embora/ Que esperar não é saber /Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer...(4x)

AVALIAÇÃO
:
1) Analisando as fontes musicais:
a) Fazer uma ficha técnica de cada canção [Compositor/ Ano/ Gênero/ Contexto histórico]
b) Escolher um trecho de cada canção que exemplifique uma forma de oposição ao regime político implementado na época. Justifique sua resposta.
2) Pesquise em livros ou na Internet sobre o que foi o Movimento Tropicalista, seus principais representantes e as críticas que o mesmo sofreu. Em seguida, recorte e cole imagens de tal movimento em uma folha de papel almaço.
ATENÇÃO: OS EXERCÍCIOS 1 E 2 SÃO PARA SEREM REPONDIDOS NUMA FOLHA DE PAPEL ALMAÇO E ENTREGUES NA PRÓXIMA AULA. NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR SEU NOME !
Escute as músicas !
Caetano Veloso -Alegria, Alegria - Festival da Canção - 1967

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Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores - 1968 - Imagens da época

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Uso das Fontes Históricas em sala de aula - Análise de Fontes Musicais



A professora Circe Bittencourt[1] demonstra que o uso de documentos ou fontes históricas nas aulas de história justifica-se pelas contribuições que pode oferecer para o desenvolvimento do pensamento histórico. Uma delas é facilitar a compreensão do processo de produção do conhecimento histórico pelo entendimento de que os vestígios do passado se encontram em diferentes lugares, fazem parte da memória social e que precisam ser preservados como patrimônio da sociedade.
A autora alerta que as fontes históricas são muito variadas quanto a sua origem, e precisam ser analisadas de acordo com suas características de linguagem e especificidades de comunicação. Como recursos didáticos, distinguem-se três tipos de documentos: escritos, materiais e visuais ou audiovisuais.
Bittencourt sugere uma proposta de análise transformando documento em material didático. Na visão da mesma é preciso descrever o documento para destacar e indicar as informações que ele contém; identificando sua natureza, explicando-o e situando-o no contexto histórico. Estes aspectos têm por finalidade a análise crítica-reflexiva do documento pelos alunos.
Neste ínterim, é muito interessante trabalhar com documentos escritos, não só os oficiais (do Estado) quantos jornais e textos literários em sala de aula sobre os quais o professor deve ter o cuidado especial com a análise de tais fontes. Isto, segundo Paulo Knauss[2] demonstra que o documento não deve ser utilizado só como ilustração, mas como conhecimento de leitura de mundo e complementação ao material didático.
A autora supracitada também esclarece que as análises de músicas são recursos pedagógicos muito próximos da vivência dos jovens estudantes, as fontes musicais podem representar o pensamento, uma crítica social ou uma vivência cultural. Destacam-se aí, por exemplo, as canções de protestos e as músicas do movimento Tropicalista na ditadura militar. Assim, pode-se fazer com que os alunos percebam a diferença entre “ouvir música” e “pensar sobre a música”.
O historiador e também pesquisador Marcos Napolitano[3] esclarece que a tipologia de uma fonte audiovisual não varia fundamentalmente dos elementos que definem a tipologia das fontes tradicionais. Basicamente, o historiador deve identificar os seguintes elementos: gênero, suporte, origem, data, autoria, conteúdo referente, acervo. Tais elementos compõem a ficha técnica das fontes, que nem sempre estão previamente elaboradas nas coleções e arquivos.
Ficha técnicas das fontes musicais: uma sugestão segundo Marcos Napolitano:
· Música: forma/gênero (por exemplo, “forma canção/ gênero samba”); suporte (por exemplo, fonograma ou partitura ou videoclipe); origem (país/estúdio); duração; data (data da gravação e da publicação do material) autoria (compositor/ intérprete/ músicos); acervo ( no qual a fonte foi encontrada).


[1] BITTENCOURT, Circe. Usos didáticos de documentos. In: Ensino de História fundamentos e métodos 2ªed. São Paulo. Cortez, 2008. p.325-343.
[2] KNAUSS, Paulo. Sobre a Norma e o Óbvio: a sala de aula como lugar de pesquisa. In: NIKITIUK, Sônia (org). Repensando o ensino de História. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2007.
[3] NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla. B.(Org.) Fontes Históricas. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2006.

sábado, 24 de outubro de 2009

Festivais de Música


Jair Rodrigues, Nara Leão e Chico Buarque - Ano: 1966


Elis Regina - Arrastão - Ano:1965


Chico Buarque e MPB4 - Roda Viva - Ano: 1967


Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores ou Caminhando - Ano:1968







Caetano Veloso - Alegria, alegria - Ano: 1967






Os Festivais de Música Popular


Com os acontecimentos de 1964, a concientização popular aumentou e começaram a surgir protestos de todas as áreas ligadas à cultura. Na música popular, os artistas sentiram necessidade de compor canções de cunho social e isso culminaria com os festivais, que foram, sem dúvida alguma, a mais brilhante fase de nossa música, na década de sessenta, depois do advento da Bossa Nova. O primeiro festival realizado foi o da TV Excelsior de São Paulo que aconteceu em Guarujá, durante o mês de abril de 1965 e teve como finalistas as músicas: "Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, interpretada por Elis Regina (1º lugar): "Valsa do Amor Que Não Vem", de Baden Powell e Vinícius de Moraes, interpretada por Eliseth Cardoso (2º lugar); "Eu Só Queria Ser", de Vera Brasil e Míriam Ribeiro, interpretada por Claudete Soares (3ºlugar); "Queixa", de Sidney Miller, Zé Keti e Paulo Tiago, interpretada por Ciro Monteiro (4º lugar); "Rio do Meu Amor", de Billy Blanco, interpretada por Wilson Simonal (5º lugar).


O enorme sucesso desse festival daria margem à realização de uma série de outros e o segundo aconteceu logo no ano seguinte, no mês de junho, tendo por finalistas: "Porta-estandarte", de Geraldo Vandré e Fernando Lona, interpretada por Tuca e Airto Moreira (1ºlugar);"Inaê", de Vera Brasil e Maricene Costa, interpretada por Nilson (2º lugar); "Chora Céu", de Adilson Godói e Luís Roberto, interpretada por Cláudia (3º lugar); "Cidade Vazia", de Baden Powell e Lula Freire, interpretada por Milton Nascimento (4º lugar); "Boa Palavra", de Caetano Veloso, interpretada por Maria Odete (5º lugar). Ainda no ano de 1966, durante os meses de setembro e outubro, realizar-se-ia mais um festival, desta vez pela TV Record, também de São Paulo, cujas finalistas foram: "A Banda", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque e Nara Leão (1º lugar); "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues, Trio Maraiá e Trio Novo (também em 1º lugar); "De Amor ou Paz", de Luís Carlos Paraná e Adauto Santos, interpretada por Elza Soares (2º lugar); "Canção para Maria", de Paulinho da Viola e Capinam, interpretada por Jair Rodrigues (3º lugar), "Canção de Não Cantar", de Sérgio Bittencourt, interpretada por MPB-4 (4º lugar); "Ensaio Geral", de Gilberto Gil, interpretada por Elis Regina (5º lugar).


Em 1967, realizou-se no Teatro Paramount, o III Festival de Música Popular Brasileira, o mais famoso entre todos registrados no Brasil, o que maior sucesso alcançou e o que maior número de compositores novos deu à música popular. Foram suas finalistas: "Ponteio", de Edu Lobo e Capinam, interpretada por Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo (1º lugar); "Domingo no Parque", de Gilberto Gil, interpretada por Gilberto Gil e Os Mutantes (2º lugar); "Roda Viva", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque e MPB-4 (3º lugar); "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, interpretada por Caetano Veloso e Beat Boys (4º lugar); "Maria, Carnaval e Cinzas", de Luís Carlos Paraná, interpretada por Roberto Carlos e O Grupo (5º lugar). Durante os meses de novembro e dezembro de 1968, acontecia no Teatro Record o IV Festival de Música Popular Brasileira, que teve como vitoriosas do júri especial e do júri popular, respectivamente: "São Paulo, Meu Amor", de Tom Zé, interpretada por Tom Zé (1º lugar); "Memórias de Marta Saré", de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, interpretada por Edu Lobo e Marília Medalha (2º lugar); "Divino Maravilhoso", de Caetano Veloso, interpretada por Gal Costa (3º lugar); "Dois Mil e Um" de Rita Lee e Tom Zé, interpretada por Os Mutantes (4º lugar); "Dia da Graça", de Sérgio Ricardo, interpretada por Sérgio Ricardo e Modern Tropical Quintet (5º lugar); "Benvinda", de Chico Buarque, interpretada por Chico Buarque (1º lugar); "Memórias de Marta Saré" (2º lugar); "A Família", de Chico Anísio e Ari Toledo, interpretada por Jair Rodrigues (3º lugar); "Bonita", de Geraldo Vandré e Hilton Accioly, interpretada por Trio Maraiá (4º lugar); "São Paulo, Meu Amor" (5º lugar).


O V Festival de Música Popular Brasileira, mais uma produção da TV Record, deu-se em novembro de 1969 e nele se classificaram: "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola, interpretada por Paulinho da Viola (1º lugar); "Clarisse", de Eneida e João Magalhães, interpretada por Agnaldo Rayol (2º lugar); "Comunicação", de Hélio Mateus e Edson Alencar, interpretada por Vanusa (3º lugar); "Gostei de Ver", de Eduardo Gudin e Marco Antônio da Silva Ramos, interpretada por Márcia e Originais do Samba (4º lugar); "Monjolo", de Dino Galvão Bueno e Milton Eric Nepomuceno, interpretada por Maria Odete (5º lugar). Paralelamente aos festivais nacionais de música popular, aconteciam, desde 1966, os festivais internacionais da canção popular, nos quais a música popular brasileira teve participação destacada. No Primeiro Festival Internacional da Canção Popular, realizado em 1966, "Saveiros", de Dory Caymmi e Nelson Mota, interpretada por Nana Caymmi, ficaria com o 1º lugar; Em 1967, no II FIC, o 1º lugar seria de "Margarida", de Gutemberg Guarabira, interpretada por Gutemberg Guarabira e Grupo Manifesto; o 2º lugar ficaria para "Travessia", de Milton Nascimento e Fernando Brant, interpretada por Milton Nascimento e "Carolina", de Chico Buarque, interpretada por Cynara e Cybele, classificar-se-ia em 3º lugar.


Em 1968, no III FIC, "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim, interpretada por Cynara e Cybele e "Caminhando", de Geraldo Vandré, interpretada por Geraldo Vandré, arrebataram, respectivamente, os 1º e 2º lugares. Nos festivais internacionais seguintes, realizados até 1972, as primeiras colocações também ficaram para as músicas brasileiras, como acontecia desde 1966, quando da realização do primeiro da série. Com exceção deste, os demais festivais internacionais da canção foram produzidos pela TV Globo, que anos mais tarde reviveria, com o Festival Abertura, realizado em 1974, e, depois, com os festivais da canção dos anos oitenta, aquele clima inesquecível, que marcou uma época gloriosa da história da música popular brasileira.


Fonte:
http://www.luizamerico.com.br/historia-mpb-30.php




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Tropicalismo





Em 1964, o Brasil encontrava-se no olho do furacão. A Guerra Fria – disputa entre as superpotências dos Estados Unidos e da União Soviética – alimentava conflitos na América Latina e no País. Em 1959, a Revolução Cubana transforma Fidel Castro e Che Guevara em heróis internacionais e atiça a pressão do bloco capitalista sobre os países do terceiro mundo.
Por aqui, o presidente João Goulart (Jango) propõe uma série de reformas de base para atenuar o grave problema da desigualdade social e as pressões políticas que vinha sofrendo dos movimentos de esquerda. Contra tais propostas – acusadas de comunistas – formou-se um movimento da direita política e de parte da sociedade, que preconizavam uma modernização conservadora. Com a participação do Congresso, das classes média e alta, essa facção venceu por meio do golpe militar de 31 de março. O Exército e seus aliados civis depuseram o presidente Jango e entregaram o poder aos militares. O golpe, apoiado pelos americanos, rompeu o já frágil jogo democrático brasileiro. A concentração de renda surgiu como forma de expansão capitalista. Castelo Branco se tornou o primeiro de uma série de generais-presidentes ditatoriais. Seu substituto, Costa e Silva, governou o País de 1967 a 1969, cada vez com mais poder.

Culturalmente, o País fervilhava. Até 1968, intelectuais e movimentos de esquerda podiam agir livremente, com pequenos problemas com a censura. A intensa produção ia das peças do Teatro Oficina aos grupos Opinião e Arena; das canções de protesto às músicas da Jovem Guarda, passando pelos filmes do Cinema Novo e pelas artes plásticas. Em todas as áreas, a política fazia-se presente, mantendo acesa no campo das artes uma polêmica que opunha experimentalismo e engajamento, participação e alienação.
A partir de 1967, os antagonismos foram radicalizados. No campo da música, houve confrontos entre os artistas nacionalistas de esquerda e os vanguardistas do Tropicalismo. Estes se manifestaram contra o autoritarismo e a desigualdade social, porém propondo a internacionalização da cultura e uma nova expressão estética, não restrita ao discurso político. Para os tropicalistas, entender a cultura de massas era tão importante quanto entender as massas revolucionárias.
Ainda no terreno político, 1968 foi o ano em que as tensões chegaram ao máximo no País. As greves operárias e as manifestações estudantis – com a conseqüente repressão policial – se intensificaram. As guerrilhas rural e urbana aumentaram suas ações. Com o crescimento da oposição, Costa e Silva, pressionado pela extrema direita, respondeu com o endurecimento político. Em 13 de dezembro, o Ato Institucional Nº 5 decretou o fim das liberdades civis e de expressão, sacramentando o arbítrio até 1984, quando o general João Figueiredo deixa a presidência do País.

Fonte: http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/contexto.php

TROPICALISMO

O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.
Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista,
com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram o repertório de nossa música popular, instaurando em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.
Sincrético e inovador, aberto e incorporador, o Tropicalismo misturou rock mais bossa nova, mais samba, mais rumba, mais bolero, mais baião. Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País. Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda. Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares
ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época.
Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”,
de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil,
no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento, ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada, com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.
Fonte: http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/movimento.php

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domingo, 18 de outubro de 2009

Brasil na Segunda Guerra Mundial

BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL



No dia 1º de setembro de 1939, as forças nazistas alemãs de Adolf Hitler invadiram a Polônia,  dando início à Segunda Guerra Mundial. O Brasil passou a participar do conflito a partir de 1942. Na época, o presidente da República era Getúlio Vargas.
A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade. Depois de alguns ataques a navios brasileiros, Getúlio Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente americano Roosevelt para a participação do país na Guerra. 
 Embora a história dos pracinhas - diminutivo de praça, que é soldado - seja ainda pouco comentada no Brasil, Marcus Firmino Santiago da Silva, coordenador do curso de Direito da Escola Superior Professor Paulo Martins, do Distrito Federal, e estudioso sobre a Segunda Guerra, afirma que a participação brasileira foi muito importante. "O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França", afirma.
O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à Itália em julho de 1944. O Brasil ajudou os norte-americanos na libertação da Itália, que, na época, ainda estava parcialmente nas mãos do exército alemão. Nosso país enviou cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).
Os pracinhas conseguem vitórias importantes contra os alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam no poder destes, como o Monte Castelo, Turim, Montese, entre outras. Mais de 14 mil alemães se renderam aos brasileiros, que também ficaram com despojos como milhares de cavalos, carros e munição.
A ação dos pracinhas não foi fácil por vários motivos. O primeiro, porque o treinamento recebido no Brasil e nos Estados Unidos não era muito próximo à realidade da guerra que encontraram. Os soldados não estavam habituados ao clima frio dos montes Apeninos, que atravessam a Itália e nem acostumados a lutar em local montanhoso. Só na batalha do Monte Castelo, houve mais de 400 baixas entre os brasileiros.
“Além disso, foi fundamental para o esforço de guerra a cessão de bases navais e aéreas no território brasileiro. Um desses locais que teve participação decisiva foi Natal, no Rio Grande do Norte”, afirma o professor. A capital potiguar serviu como local para abastecimento dos aviões de guerra americanos e base naval antissubmarinos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a FEB foi desfeita em 1946.
FONTE: Revista Nova Escola
Documentário SENTA PUA dirigido por Erik de Castro contando a história do 1º Grupo de Aviação de caça e sua campanha na Itália durante a segunda guerra mundial:

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Brasil na Primeira Guerra Mundial

BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial foi estabelecida em função de uma série de episódios envolvendo embarcações brasileiras na Europa. No mês de abril de 1917, forças alemãs abateram o navio Paraná nas proximidades do Canal da Mancha. Seis meses mais tarde, outra embarcação brasileira, o encouraçado Macau, foi atacado por alemães. Indignados, populares exigiram uma resposta contundente das autoridades brasileiras.



Na época, o presidente Venceslau Brás firmou aliança com os países da Tríplice Entente (Estados Unidos, Inglaterra e França), em oposição ao grupo da Tríplice Aliança, formada pelo Império Austro-húngaro, Alemanha e Império Turco-otomano. Sem contar com uma tecnologia bélica expressiva, podemos considerar a participação brasileira na Primeira Guerra bastante tímida. Entre outras ações, o governo do Brasil enviou alguns pilotos da Força Aérea, o oferecimento de navios militares e apoiomédico.

Incumbidos de proteger o Atlântico de possíveis ataques de submarinos alemães, sete embarcações foram usadas na Primeira Guerra: dois cruzadores, quatro contratorpedeiros e mais um navio auxiliar. A pequena tripulação destes navios, mesmo tendo um papel breve, foi vítima da epidemia de gripe espanhola que assolou a Europa nesse período. A experiência de maior sucesso brasileiro no conflito aconteceu com os grupos enviados para lutarem ao lado de soldados franceses e britânicos.

Os brasileiros tiveram participação nos conflitos das tropas da frente ocidental e na região da Jutlândia. O mais conhecido caso de participação brasileira se refere ao militar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Relatos contam que este militar foi responsável pelo comando de pelotões de cavalaria francesa e uma pequena unidade de tanques. A experiência por ele adquirida abriu portas para que, logo em seguida, o Brasil adquirisse seus primeiros carros blindados.

O apoio brasileiro teve muito mais presença com o envio de suprimentos agrícolas e matéria-prima procurada pelas nações em conflito. No Brasil, a Primeira Guerra teve implicações significativas em nossa economia. A retração econômica sofrida pelas grandes nações industriais européias abriu portas para que o parque industrial se desenvolvesse.


Por Rainer Sousa


Graduado em História
Equipe Brasil Escola

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Enem 2009

As novas provas do ENEM 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio) serão aplicadas nos dias 5 e 6 de dezembro. O anúncio foi feito pelo MEC (Ministério da Educação), na tarde desta terça-feira, 6 de outubro, após reunião entre os ministros da Educação, Fernando Haddad e da Justiça, Tarso Genro. Enquanto o Ministério da Justiça ficará responsável pela segurança dos processos, o Cespe/UnB (Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) e a Fundação Cesgranrio assumem a função de realizar o exame, segundo informou o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Reynaldo Fernandes .
fonte: universia.com.br
Mais informações: http://www.enem.inep.gov.br/

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Debret_Chafariz da Pirâmide _ Praça XV de Novembro

















Queridos alunos,





Na última aula vocês analisaram uma gravura de Debret representando o Chafariz da Pirâmide.
Pois bem ! Aqui vai a história deste monumento retirado do site marcillio.com/rio/enceprqu.html e foto atuail do Chafariz localizado na Praça XV no Centro do Rio de Janeiro( Obra do Mestre Valentim):
O Chafariz da Pirâmide foi construído no Largo do Carmo, na beira do Cais, em 1779, para substituir outro existente no meio do Largo, visando melhor atender ao movimento de abastecimento de água das embarcações do Cais. Estava localizado junto ao mar, mas hoje uma larga Avenida e toda a Praça da Estação das Barcas separa o Chafariz das águas da Baía de Guanabara.

O Chafariz, foi contruído em gnaisse carioca e representa uma torre, encimada por uma pirâmide com delicados ornamentos, tendo em seu topo a Esfera Armilar, que é o globo terrestre representado pelos paralelos e meridianos e simbolizava o poderio do Rei de Portugal ao redor do mundo. Na face que dá para o mar vêem-se as armas do Vice-Rei, acompanhadas de uma inscrição latina.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mestre Sala dos Mares - Revolta da Chibata

HOMENAGEM DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANC À "REVOLTA DA CHIBATA"
Sobre a censura à música, o compositor Aldir Blanc conta: "Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que a Marinha não toleraria loas e um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais, etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, (...) mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre há uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o "bonzinho", disse mais ou menos o seguinte:
Vocês não então entendendo... Estão trocando as palavras como revolta, sangue, etc. e não é aí que a coisa tá pegando...
Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um "telefone" nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:
- O problema é essa história de negro, negro, negro..."
MÚSICA DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANCI EM HOMENAGEM A REVOLTA DA CHIBATA
Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.
O Mestre Sala dos Mares (João Bosco / Aldir Blanc)
(letra original sem censura)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
O Mestre Sala dos Mares
(João Bosco / Aldir Blanc)
(letra após censura durante ditadura militar)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
Fonte: www.cefetsp.br

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Missão Artística Francesa - 1816















No início do século XIX, os exércitos de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal , obrigando D. João VI (rei de Portugal), sua família e sua corte (nobres, artistas, empregados, etc.) a virem para o Brasil.
D. João VI, preocupado com o desenvolvimento cultural, trouxe para cá material para montar a primeira gráfica brasileira, onde foram impressos diversos livros e um jornal chamado A Gazeta do Rio de Janeiro. Nesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade.Algumas características de construções neoclássicas:· Colunas (de origem grega): Estrutura de sustentação das construções. Compõe-se de três partes : base, fuste (parte maior) e capitel (parte superior com ornamentos).· Arcos (de origem romana): Elemento de construção de formato curvo existente na parte superior das portas e passagens que serve de sustentação.· Frontões: Estrutura geralmente triangular existente acima de portas e colunas e abaixo do telhado. Os frontões podem receber os mais variados tipos de decoração.Os pintores deveriam seguir algumas regras na pintura tais como: inspirada nas esculturas clássicas gregas e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição e da harmonia do colorido.Conheça alguns dos principais artistas do movimento Neoclássico Europeu:Jacques-Louis David: (1748-1825) nasceu em Paris e foi considerado o pintor da Revolução Francesa; mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante o governo de Napoleão, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Algumas obras: Bonaparte Atravessando os Alpes e a Morte de Marat.Jean Auguste Dominique Ingres: (1780-1867) estudou no ateliê do artista David (1797), sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens. Soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no seu gosto e poder. Por outro lado, revela um inegável apuro técnico na pintura do nu. Algumas obras: Banhista de Valpinçon e Louis Bertin.
Principais artistas:Nicolas-Antonine Taunay: (1775-1830) pintor francês de grande destaque na corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes da Missão Francesa. Durante os cinco anos que residiu no Brasil, retratou várias paisagens do Rio de Janeiro.Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) foi chamado de "a alma da Missão Francesa". Ele foi desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador, professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818 trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os festejos da aclamação de D.João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarve. Mas é em Viagem pitoresca ao Brasil, coleção composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, que ele retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro e suas obras nos dão uma excelente idéia da sociedade brasileira do século XIX.Alguns dos artistas da Missão Francesa, vieram para o Brasil, no séc. XIX, outros pintores motivados pela paisagem luminosa e pela existência de uma burguesia rica e desejosa de ser retratada. É nessa perspectiva que se situa alguns artistas europeus independentes da Missão Artística Francesa: Thomas Ender, era austríaco e chegou ao Brasil com a comitiva da Princesa Leopoldina, viajou pelo interior, retratando paisagens e cenas da vida no nosso povo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra compõem-se de 800 desenhos e aquarelas. E Johann-Moritz Rugendas, era alemão, esteve no Brasil entre 1821 e 1825. Além do nosso país, visitou outros países da América Latina, documentando, por meio de desenhos e aquarelas, a paisagem e os costumes dos povos que conheceu.


Autoras: Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi








Filme - Apocalypito

De Mel Gibson.
Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido à uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.
Fonte: site Adoro Cinema.Trailer:http://www.youtube.com/watch?v=d56HvpPmg8o

domingo, 30 de agosto de 2009

Apresentação

Queridos amigos,
Este blog tem o intuito de ajudar os alunos de História na construção do saber histórico fora dos muros da sala de aula. Será uma simples ferramenta sem maiores pretensões envolvendo o conteúdo estudado, referências bibliográficas e sites de pesquisa, textos e exercícios complementares. Espero que gostem e dêem sua opinião. Sugestões serão sempre bem-vindas. Um grande abraço!